Tempo para apresentação de cada produto 20 minutos.
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Tópicos para apresentação das atividades de aula prática nas agroindústrias de leite e carne:
1° Slide: Capa: instituição, disciplina, professor, título da aula prática e componentes do grupo
2° Slide: Introdução: abordagem geral sobre o produto: histórico, origem, características sensoriais, rendimento médio teórico
3° Slide: Objetivo da aula pratica
4° Slide: Material: equipamentos, utensílios, insumos (ingredientes)
5°: Fluxograma: etapas do processo sob forma de fluxograma
6° e 7° Slide: Descrição de cada etapa do processamento (como, o que foi utilizado e com que finalidade)
8° Slide: Resultados e discussões: características sensoriais do produto obtido e rendimento. Comparar com resultados obtidos em outros trabalhos e fazer a citação.
9° Slide: Conclusão: deverá estar relacionada com o objetivo da prática e com os resultados obtidos.
10° Slide: Referência bibliográfica - mínimo 5 - seguir normas da ABNT.
Apresentar cálculos de rendimento, fotos da elaboração do produto e do produto final.
Iniciar apresentações na terça na aula prof. Ernesto. Se não der para terminar, continuaremos na sexta.
Todos devem apresentar dois produtos (um de carne e outro de leite).
Sistema de avaliação: parte será atribuída ao grupo e parte ao aluno (avaliação individual).
Dúvidas, me procurar.
Abraços, Simone.
1° Slide: Capa: instituição, disciplina, professor, título da aula prática e componentes do grupo
2° Slide: Introdução: abordagem geral sobre o produto: histórico, origem, características sensoriais, rendimento médio teórico
3° Slide: Objetivo da aula pratica
4° Slide: Material: equipamentos, utensílios, insumos (ingredientes)
5°: Fluxograma: etapas do processo sob forma de fluxograma
6° e 7° Slide: Descrição de cada etapa do processamento (como, o que foi utilizado e com que finalidade)
8° Slide: Resultados e discussões: características sensoriais do produto obtido e rendimento. Comparar com resultados obtidos em outros trabalhos e fazer a citação.
9° Slide: Conclusão: deverá estar relacionada com o objetivo da prática e com os resultados obtidos.
10° Slide: Referência bibliográfica - mínimo 5 - seguir normas da ABNT.
Apresentar cálculos de rendimento, fotos da elaboração do produto e do produto final.
Iniciar apresentações na terça na aula prof. Ernesto. Se não der para terminar, continuaremos na sexta.
Todos devem apresentar dois produtos (um de carne e outro de leite).
Sistema de avaliação: parte será atribuída ao grupo e parte ao aluno (avaliação individual).
Dúvidas, me procurar.
Abraços, Simone.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Olá pessoal!! Parabéns pelo envolvimento e participação na VI Semana de Ciências Agrárias!!
Passando para lembrar da aula prática de sexta-feira. Quem fez produtos cárneos agora irá fazer derivados do leite.
Por favor, venham uniformizados. Indispensável botas plásticas (de qualquer cor) e jaleco. Preferencialmente calça de cor clara ou branca.
Como avaliaremos a participação nas aulas práticas:
- Não farão relatório. Cada grupo irá apresentar seu produto derivado da carne e do leite por meio de slides. Deverão elaborar um slide inicial com o título da prática, e com o sub-título: Processamento de .........; citar data, componentes do grupo e local de processamento.
Caso tenha sido realizada alguma etapa preliminar (avaliação qualitativa e/ou quantitativa da matéria prima, deve ser apresentada inicialmente). Inclui-se também a elaboração de soluções sanitizantes.
Depois farão uma introdução falando sobre o produto: origem, legislação, caracterização (citar fonte) - apenas um slide.
Depois deverão apresentar o fluxograma de processamento.
Após o fluxograma, descrever cada etapa do processamento: insumo utilizado, função e caracterização desse insumo, tempo, temperatura, etc.
Apresentar resultados e discussão: rendimento, características sensoriais (cor, consistência, odor, textura) e comparar com dados de trabalhos a serem referenciados (citados).
Referências bibliográficas (normas ABNT).
Enriqueçam a apresentação com fotos dos produtos....
Entendam que, cada um dos componentes, deverá participar da apresentação (avaliação conjunta e individual). Lembrem-se: serão dois produtos, ou seja, duas apresentações por pessoa.
A apresentação ocorrerá provavelmente no dia 23 ou 30/06. Tenho que checar as viagens técnicas de vcs....
Inteee....
Passando para lembrar da aula prática de sexta-feira. Quem fez produtos cárneos agora irá fazer derivados do leite.
Por favor, venham uniformizados. Indispensável botas plásticas (de qualquer cor) e jaleco. Preferencialmente calça de cor clara ou branca.
Como avaliaremos a participação nas aulas práticas:
- Não farão relatório. Cada grupo irá apresentar seu produto derivado da carne e do leite por meio de slides. Deverão elaborar um slide inicial com o título da prática, e com o sub-título: Processamento de .........; citar data, componentes do grupo e local de processamento.
Caso tenha sido realizada alguma etapa preliminar (avaliação qualitativa e/ou quantitativa da matéria prima, deve ser apresentada inicialmente). Inclui-se também a elaboração de soluções sanitizantes.
Depois farão uma introdução falando sobre o produto: origem, legislação, caracterização (citar fonte) - apenas um slide.
Depois deverão apresentar o fluxograma de processamento.
Após o fluxograma, descrever cada etapa do processamento: insumo utilizado, função e caracterização desse insumo, tempo, temperatura, etc.
Apresentar resultados e discussão: rendimento, características sensoriais (cor, consistência, odor, textura) e comparar com dados de trabalhos a serem referenciados (citados).
Referências bibliográficas (normas ABNT).
Enriqueçam a apresentação com fotos dos produtos....
Entendam que, cada um dos componentes, deverá participar da apresentação (avaliação conjunta e individual). Lembrem-se: serão dois produtos, ou seja, duas apresentações por pessoa.
A apresentação ocorrerá provavelmente no dia 23 ou 30/06. Tenho que checar as viagens técnicas de vcs....
Inteee....
quinta-feira, 25 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Visita Frigorífico Real - Uberlândia
No dia 05 de maio, realizamos uma visita técnica no Frigorífico Real, que fica localizado na cidade de Uberlândia - MG. O intuito da visita foi o de acompanharmos como é feito o processo de abate desde a entrada dos animais até a saída da carne para venda.
Para entrarmos no frigorífico, todos os alunos deviam estar de calça, camiseta , jaleco, e botas brancas assim como touca e capacete.
O primeiro local do frigorífico a ser visitado foi onde os animais ficam assim que chegam, eles ficam separados por lotes, sendo que os animais de mesma fazenda ficam juntos para evitar que haja estresse se ficarem com animais desconhecidos.
Nessa etapa é feita uma avaliação visual, para verificar se há algum animal com algum problema,se isso ocorrer esse animal fica em observação em um piquete separado dos demais, para uma melhor avaliação. Nos piquetes há como se fossem aspersores para molhar esses animais, que é uma forma de garantir o bem estar dos mesmos.
Geralmente os animais chegam em um dia para serem abatidos no dia seguinte, no entanto quando isso não ocorre eles são alocados para outros piquetes, que tem sombrites para garantir que os animais não sofram com o calor do sol. Sempre que os piquetes são desocupados os mesmos são lavados.
Deve ser respeitado um período de 12 de jejum desses animais, caso eles permaneçam em jejum por um período de 24 horas, é ofertada comida e água para os mesmo, e depois se faz o jejum novamente de 12 horas para o abate.
Nesse primeiro momento é necessário se atentar para não estressar os animais, não fazer muito barulho e nem algo que possa estressa-los, foi possível observar que os animais estavam tranquilos, pois em nenhum momento ouvimos algum boi berrar, isso indica que estão "confortáveis''.
Passada essa etapa os animais que serão abatidos são encaminhados por um corredor que tem muretas que impedem a visão do animal para o meio externo, de forma a não causar estresse, no fim desse corredor o acesso é restrito a um animal por vez, onde assim ocorre a insensibilização, não foi possível acompanhar essa etapa na visita.
Em seguida fomos para o setor onde é feito o corte da carcaça, retirada das vísceras, a cabeça que já havia sido separada vai para um sala onde é retirada toda a carne, em todo o processo fica um fiscal de qualidade, caso seja notado alguma alteração na carcaça a mesma é separada em uma sala separada aonde um médico veterinário faz a avaliação é libera ou condena a carcaça.
No momento em que estávamos no local havia duas carcaças aguardando avaliação no veterinário pois havia suspeita de alguma doença relacionada com o fígado, quando isso acontece todas as vísceras respectivas aquele animal são também separadas.
Por fim, fomos até o local onde é feita a refrigeração da carne, quando a carne ainda está "quente" foi possível perceber que ainda ocorre escorrimento de sangue, isso vai diminuindo de forma que a carne vai resfriando. As peças que são congeladas ficam em câmaras frias com temperaturas abaixo de zero, em torno de -17 º.
A visita nos proporcionou um conhecimento a mais, que é de importância para nossa atuação tanto quanto os demais processos que já estamos habituados.
Equipe ECBC
Enock
João Otávio
Lorrayne
Marcelo
Pedro
Para entrarmos no frigorífico, todos os alunos deviam estar de calça, camiseta , jaleco, e botas brancas assim como touca e capacete.
O primeiro local do frigorífico a ser visitado foi onde os animais ficam assim que chegam, eles ficam separados por lotes, sendo que os animais de mesma fazenda ficam juntos para evitar que haja estresse se ficarem com animais desconhecidos.
Nessa etapa é feita uma avaliação visual, para verificar se há algum animal com algum problema,se isso ocorrer esse animal fica em observação em um piquete separado dos demais, para uma melhor avaliação. Nos piquetes há como se fossem aspersores para molhar esses animais, que é uma forma de garantir o bem estar dos mesmos.
Geralmente os animais chegam em um dia para serem abatidos no dia seguinte, no entanto quando isso não ocorre eles são alocados para outros piquetes, que tem sombrites para garantir que os animais não sofram com o calor do sol. Sempre que os piquetes são desocupados os mesmos são lavados.
Deve ser respeitado um período de 12 de jejum desses animais, caso eles permaneçam em jejum por um período de 24 horas, é ofertada comida e água para os mesmo, e depois se faz o jejum novamente de 12 horas para o abate.
Nesse primeiro momento é necessário se atentar para não estressar os animais, não fazer muito barulho e nem algo que possa estressa-los, foi possível observar que os animais estavam tranquilos, pois em nenhum momento ouvimos algum boi berrar, isso indica que estão "confortáveis''.
Passada essa etapa os animais que serão abatidos são encaminhados por um corredor que tem muretas que impedem a visão do animal para o meio externo, de forma a não causar estresse, no fim desse corredor o acesso é restrito a um animal por vez, onde assim ocorre a insensibilização, não foi possível acompanhar essa etapa na visita.
Em seguida fomos para o setor onde é feito o corte da carcaça, retirada das vísceras, a cabeça que já havia sido separada vai para um sala onde é retirada toda a carne, em todo o processo fica um fiscal de qualidade, caso seja notado alguma alteração na carcaça a mesma é separada em uma sala separada aonde um médico veterinário faz a avaliação é libera ou condena a carcaça.
No momento em que estávamos no local havia duas carcaças aguardando avaliação no veterinário pois havia suspeita de alguma doença relacionada com o fígado, quando isso acontece todas as vísceras respectivas aquele animal são também separadas.
Por fim, fomos até o local onde é feita a refrigeração da carne, quando a carne ainda está "quente" foi possível perceber que ainda ocorre escorrimento de sangue, isso vai diminuindo de forma que a carne vai resfriando. As peças que são congeladas ficam em câmaras frias com temperaturas abaixo de zero, em torno de -17 º.
A visita nos proporcionou um conhecimento a mais, que é de importância para nossa atuação tanto quanto os demais processos que já estamos habituados.
Equipe ECBC
Enock
João Otávio
Lorrayne
Marcelo
Pedro
quinta-feira, 11 de maio de 2017
VISITA - FRIGORÍFICO REAL
No dia 05 de maio de 2017, a equipe que está estudando o processamento de carne dirigiu-se ao Frigorífico Real para realizar uma visita e conhecer visualmente como é a rotina em um abatedouro, com isso, o objetivo da visita foi conhecer o funcionamento e o processo de abate.
A primeira parte do processo que foi visto refere-se a chegada e alojamento dos animais, que costumam chegar no período da noite para que possam ser abatidos no outro dia. Caso os animais não possam ser abatidos eles ficam abrigados e são alimentados e quando forem para a linha de abate devem ficar de jejum por 12 horas.
O animal é insensibilizado por meio de pistola diretamente no centro da cabeça. Em seguida, os animais entram na linha de abate, local onde ocorre a retirada do couro, vísceras, desossa e corte da carne. A capacidade do frigorífico varia conforme sua capacidade de armazenamento. A carne fica refrigerada em câmaras frias, em que a temperatura varia -7ºC até -25ºC. É importante ressaltar que o frigorífico segue rígidas normas de biossegurança.
A visita realizada promoveu uma visão mais ampla quanto ao abate de carne bovina, podendo ser observado como é o funcionamento de um abatedouro na prática.
Grupo Aviários
Bárbara Lorrany Ferreira Gonçalves
Denner Carvalho
Laís Ferreira
Vinícius Sousa Baldoino
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Visita ao Frigorífico Real
Nós, alunos da equipe de carne, fizemos no dia 05 de maio uma visita ao Frigorífico Real, localizado em Uberlândia, com a professora Patrícia. Chegando lá, tivemos que nos trajar adequadamente por questões de segurança e qualidade, como calça, blusa e jaleco brancos, bota de borracha branca, sem acessórios como brincos, correntes, relógios e etc, uso de máscaras e capacetes. Só para constar em cada setor do frigorífico ao entrar e sair todos deveriam lavar as botas com detergente e água, lavar as mãos e sanitizá-las também. Essas regras valem para todos, seja visitantes, inspetores ou funcionários.
Fomos recebidos pela Carolina que é Supervisora de Garantia de Qualidade do frigorífico, ela nos acompanhou durante toda a visita. Primeiramente, visitamos as instalações onde os animais (bovinos, no caso) são recebidos e onde eles permanecem até o momento do abate. Esse espaço é novo e está de acordo com as normas de segurança e qualidade para bem estar animal. Os animais tem acesso a água, ração e jatos de água para propiciar um bom ambiente; os animais que ficam por mais tempo nesse espaço ficam protegidos do sol com sombrite. Para a inspeção, existe uma rampa de acesso na parte superior, por onde transitam os funcionários inspetores que podem eventualmente detectar algum animal com sinais de fraqueza e/ou ante-mortem. Esse espaço é dividido em vários currais com capacidade para 20 ou 40 animais, e é feita a limpeza de todo local todos os dias.
Desse espaço, os animais percorrem um corredor estreito e reto (que facilita o deslocamento do animal) que vai "afunilando" no final rumo a etapa de insensibilização e sangria, porém não pudemos acompanhar essa parte, pois o espaço é pequeno para a quantidade de alunos que tinha.
Assim, entramos no local onde é realizada o corte da carcaça, limpeza de órgãos como o bucho, traqueia, pesagem da carcaça. É importante destacar que a carcaça segue para um lado enquanto a cabeça segue para outro que irá limpá-la e retirar a carne que é aproveitada.
Os miúdos que não são aproveitados são separados e posteriormente colocados para fabricação de farinha e o sangue também pode ser aproveitado com a retirada dos componentes como albumina para fabricação de rações.
Foi interessante notar na carcaça, o que a professora Patrícia falou dentro de sala que: "o músculo não "entende" que o animal morreu e continua normalmente a fazer o movimento de contração e descontração até a reserva de glicogênio acabar totalmente", e nós podemos ver vários músculos de várias carcaças se mexendo, até os músculos da cabeça.
Por coincidência ou não da visita, nesse dia pudemos notar que uma carcaça foi diagnosticada com alguma doença e então, rapidamente ela é isolada das outras carcaças para evitar contaminação e para poder estudar mais sobre a carcaça e saber o que ela realmente tem, se realmente ela estiver contaminada ela é destacada não servindo para alimentação. As carcaças que estão "livres" de doenças e estão sadias são pesadas e o sistema operacional já calcula tudo para notificar o valor para o produtor.
Visitamos as salas de congelamento das carcaças e das peças já cortadas para embalagem, sendo que cada uma tem sua sala com temperatura e cuidados especiais.
O frigorífico trabalha com todas as normas de segurança, tanto para os funcionários, animais e meio ambiente, e uma coisa interessante é que toda água usada para lavagem dos currais é tratada e reutilizada novamente para os mesmos fins. Existem duas lagoas de estabilização, onde o agrônomo responsável por essa parte utiliza a água de dejetos para fertirrigação em braquiária. E também eles doam compostos sólidos para uma empresa de compostagem.
Com esse visita, pudemos certificar que todo o processamento da carne desde a entrada do animal até a saída da carne em si é todo inspecionado por funcionários capacitados e a empresa trabalha visando as leis que regem controle de qualidade.
EQUIPE SUPER AÇÃO
Fabrício de Freitas de Oliveira
Igor Gabriel de Paulo
Roberto Ribeiro Filho
Walleska Silva Torsian
terça-feira, 2 de maio de 2017
Ponto de vista sobre sistema free-stall (FAVOR COMENTAR)
Texto para debate - a pedido da professora Simone!
O sistema de baias livres free-stall permite a criação de
animais para a produção de leite em espaço reduzido. Neste sistema cada animal
tem uma cama altamente confortável revestida de borracha e coberta por
serragem, o animal se levanta apenas para se deitar e passa o restante do tempo
deitado, neste caso a vaca só sai do confinamento para ser ordenhada.
Este sistema demanda um alto investimento por parte do
produtor, e é extremamente importante que os animais a serem confinados sejam
extremamente produtivos para compensar o investimento supramencionado. Um
diferencial seria a utilização de animais da raça holandesa, entretanto, por se
tratar de uma raça altamente sensível a altas temperaturas é importante ter no
confinamento um micro clima agradável para estes animais utilizando
ventiladores, climatizadores, chuveiros e exaustores de calor. Outro sim é a
densidade de animais no espaço de confinamento, isto pode aumentar o estresse
dos animais, aumentar competição por alimento e reduzir drasticamente a
produtividade.
Para uma produção máxima de leite também é necessário alguns
cuidados quanto a alimentação dos animais confinados, devendo esta ser
balanceada e adequada para a produção de leite, pois devido ao fato de estarem
confinados os animais estão sujeitos ganhar sobrepeso e diminuir sua produção
de leite.
Um free-stall perfeito é aquele que dá o máximo de conforto
ao animal e dá condições que este produza mais do que estava produzindo.
por RODRIGO CASSIANO ROSALINO
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Reformulação do plano de atividades da disciplina
agroindustrialização de produtos de origem animal
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05/05
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Visita técnica equipes Carnes
Aula em sala equipes Leite
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12/05
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Apresentação do Estudo de caso
Única apresentação – incorporar tudo que foi visto sobre obtenção da matéria-prima e abordar os dados sobre o processamento dessa matéria-prima (Simone e
Patrícia – diferentes direcionamentos para apresentação e avaliação). Grupos Simone - dados do estudo de caso específico, não necessitam dos adados gerais, a não ser, que sejam utilizados como parâmetro comparativo.
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20 pontos
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26/05
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Aula prática – leite e carne
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02/06
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Semana de Ciências Agrárias
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09/06
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Aula Prática
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23/06
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Projeto Jaíba (viagem dos alunos)
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30/06
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Apresentação dos produtos processados por cada grupo e entrega dos
relatórios (cada grupo apresentará um produto derivado de leite e outro de
carne)
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10 pontos rel. apresentação Carnes
10 pontos rel. apresentação Leite
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sexta-feira, 7 de abril de 2017
OPERAÇÃO CARNE FRACA - ESTUDO DIRIGIDO
Com
a proposta de estudo dirigido sobre a Operação Carne Fraca,
relatamos e concluímos o seguinte texto abaixo,
abordando os seguintes pontos propostos pelas orientadoras:
-
O que motivou a investigação da Polícia Federal?
-
Quais as principais irregularidades encontradas?
-
Como foi a divulgação das operações?
-
Quais foram as consequências positivas e negativas da operação?
-
Em relação à operação carne fraca, como consequência a
aprovação do novo RIISPOA. Qual o significado desta aprovação e
quais as principais alterações o novo regulamento trouxe?
O
início da Operação Carne fraca iniciou com uma denúncia feita pelo agente do
Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Daniel Gouvêa
Teixeira, que atuava no estado do Paraná. Quando soube do sistema de
corrupção e de irregularidades, Daniel estava trabalhando em um
abatedouro de suínos de pequeno porte. Entre as irregularidades
relatadas estão o aproveitamento de carcaça de animais já
abatidos, comercialização de carne irregular (ou seja, fora do
padrão da legislação brasileira) e pagamento de propina a alguns
agentes do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento).
Segundo
Daniel, o pagamento de propina era feito para que os agentes do MAPA
liberassem o selo de certificação. Houve uma reclamação da
empresa Primo Agroindustrial Ltda., sobre o pagamento de propina aos
agentes, tal pagamento era denominado “ajuda de custo”. Estas
irregularidades ocorrem desde o ano de 2011. As denúncias de Daniel
eram
realizadas a
cada momento que descobria sobre novas empresas que estavam no
esquema de corrupção, ele fazia novos depoimentos.
A
partir da primeira denúncia realizada por Daniel, a Polícia Federal
iniciou as investigações sobre o esquema de corrupção e
irregularidades no processamento de carne. A
Polícia então interceptou contas bancárias e ligações
telefônicas.
As
irregularidades encontradas está no processamento da carne, como
utilização de quantidades menores
do
que a necessária à produção, sendo complementados com outras
substâncias,
a
fim de obtenção de maior lucro. Entre outras irregularidades está
o uso de substâncias que causam danos a saúde humana, como maneira
de disfarçar as carnes estragadas,
já
as carnes embutidas, como salsichas e linguiças, eram utilizadas em
suas fabricações, carnes estragadas. As carnes também não
apresentavam devida rotulagem e refrigeração.
A
divulgação da Operação ocorreu no dia 17 de março de 2017
(sexta-feira) pela Polícia Federal e as mídias públicas foram
utilizadas como veículo para acesso da informação pela população.
Entretanto, houve muitas críticas quanto a maneira de divulgação,
pois houve má interpretações e generalização de que todo o MAPA
estava em acordo com o sistema de corrupção. A divulgação das
informações impactaram a população e o mercado externo e há quem
afirme que a operação ficou parecendo maior do que realmente é.
Com
a Operação Carne Fraca houve pontos negativos e positivos dos quais
podemos destacar, o choque no setor agropecuário brasileiro, com
ênfase no setor de carnes, sendo que a exportação brasileira ficou
abalada e suspensa. O Brasil é um importante exportador de carne e
com a Operação, a economia brasileira poderá sofrer grandes
abalos. Com
a intervenção das empresas investigadas e redução no consumo e
exportação, a consequência foi a demissão de diversos
trabalhadores, alarmando o quadro de desemprego no Brasil. Outra
grande consequência da Operação foi a insegurança dos
consumidores quanto a qualidade da carne, por isso houve redução no
consumo nos primeiros dias de publicação da Operação.
Podemos
citar como pontos positivos da Operação a publicação do RIISPOA,
com normas que assegurarão a qualidade da carne, o combate a
corrupção na sociedade brasileira,que infelizmente está alarmante.
Nas
alterações do novo RIISPOA, há medidas provisórias como multas,
caso seja constatado irregularidades, perda do Serviço de Inspeção
Federal (SIF). As multas variam de leve a gravíssima e o valor pode
chegar a 100% do valor máximo. A nova revisão acrescenta
padronização dos procedimentos administrativos e técnicos
melhores
bem-estar com a legislação dos países interessados, interação
com órgãos públicos
que fiscalizam, além da implantação de novas tecnologias.
As
alterações incluem o uso de novos métodos para inspeção, sendo
mais atualizados e modernos. A rotulagem dos produtos também sofrerá
alterações, pois por meio dos rótulos seja possível obter
informações e também os mesmos apresentarão prazo de validade de
10 anos, anteriormente não tinha prazo de validade.
Os
selos serão revistos para que o consumidor tenha maior entendimento
sobre o significado dos mesmos. Os procedimentos para análise
laboratorial será reformulado, para que haja maior rigor nas
perícias. As pequenas agroindústrias também serão legalizadas
para normatização dos equipamentos então utilizados.
Serão
adotados métodos de biologia molecular, como o exame de DNA como
metodologias de fiscalização. Os resíduos de animais não
utilizados no processamento alimentar poderão ser utilizados para
elaboração de produtos não comestíveis, isto para evitar o
descarte no meio ambiente. O RIISPOA, quando publicado pela primeira
era considerado moderno, mas nos últimos anos tornou-se antiquado,
haja vista que o Brasil tornou-se um dos maiores exportadores de
carne, por isso a importância da nova revisão do mesmo.
A
Operação Carne Fraca ainda terá novas repercussões
e cabe a nós futuros profissionais estar atualizados quanto as
investigações e modificações no mercado de carne.
Grupo Aviários
Bárbara Lorrany Ferreira Gonçalves
Denner Carvalho
Laís Ferreira
Vinícius Sousa Baldoino
FASES OPERAÇÃO LEITE COMPENSADO
A
operação leite compensado foi uma força tarefa realizada pelo
Ministério Público (MP) com o abjetivo de desmascarar um esquema de
adulteração do leite no sul do Brasil. O MP concluiu que em um ano
foram adulterados aproximadamente 100 milhões de litros de leite com
a adição de 98 toneladas de ureia. Este crime está caracterizado
como “crime hediondo de adulteração de alimentos” pelo fato de
colocar em risco de forma grave a saúde da polução consumidora.
LEITE
COMPENSADO 1
A
primeira etapa foi
deflagrada em maio 2013, mas no final de 2012 já haviam laudos
positivos para a presença de formol (proveniente da ureia
industrializada) em diferentes regiões do estado do Rio Grande do
Sul. Primeiramente foi descoberta a adulteração do leite pelos
transportadores, aqueles que colherem a matéria-prima do produtor e
a conduz até os laticínios (indústria). Era adicionada água não
tratada e ureia. O volume do leite era aumentado em cerca de 10% e
para não ser detectado a fraude pela queda na concentração dos
nutrientes, recorriam à adição da ureia.
Esta
fase da operação se deu nas cidades de Ibirubá, Horizontina e
Guaporé, no estado do Rio Grande do Sul onde foram presas 9 pessoas
e espedidos 13 mandados de busca. Foram apreendidos computadores e 17
caminhões que foram utilizados para carregamento do leite
adulterado. Entre os detidos, encontra João
Cristiano Marx, suspeito
de ser um dos responsáveis pelo transporte e adulteração. Foram
apontadas as empresas ITALAC, MUMU e LATVIDA.
LEITE
COMPENSADO 2
Na
segunda
etapa
da operação, o MP estendeu o raio de atuação da investigação
encontrando indícios de adulteração em mais dois núcleos de
adulteração do leite. Um no município de Três de Maio e o outro
em Rondinha, ambos também no estado do RS. O leite adulterado em
Rondinha seguia para a empresa Marasca e posteriormente era vendido à
Cooperativa Confepar. Foram emitidos cinco mandados de prisão, sendo
três em Rondinha, um na Penitenciária de Espumoso e o último em
Horizontina. Entre os detidos estão: os empresários Adela Roque
Signor e Antenor Pedro Signor, um dos motoristas da empresa Odirlei
Fogalli, o vereador de Horizontina Lauri Larri Jappe e Daniel Fieti
Villanova.
LEITE
COMPENSADO 3
Já
a terceira
etapa,
que teve início no mês de novembro de
2013, encontrou um outro tipo de adulteração. Desta vez foi
constatada a adição de água oxigenada em leite vencido. Para
confirmar as suspeitas, realizou-se o interrogatório do suspeito
Airton Jacó Reidel, também da cidade de Três de Maio. Contudo o
suspeite negou qualquer envolvimento com a fraude.
LEITE
COMPENSADO 4
A
operação teve início em 14 de março de 2014, dez meses após os
primeiros casos registrados. Nessa operação detectou novamente
substâncias que adulteravam o leite no estado do Rio Grande do Sul,
porém com enfoque na região Noroeste, desta vez o elemento
adicionado foi o formol, que possui constituição cancerígena. O
caso envolvia um suposto posto de resfriamento na cidade de
Condor-RS. Na operação foram presas 8 pessoas ligadas a toda cadeia
produtiva que eram cúmplices, uma delas foi Daniel Villanova,
proprietário do posto de resfriamento, João Cristiano Marx,
apontado como responsável pela adulteração do leite e também
foram presos Alexandre Caponi, Angélica Caponi, João Írio Marx,
Rosilei Geller e Natália Junger.
O
caso tem uma grande ligação com as antigas operações, pois todos
têm o objetivo de mascarar a adição de água e expandir o volume
do produto, aumentando a lucratividade. As autoridades se mostraram
surpresas diante a gravidade do caso, enfatizando que outras fraudes
já haviam sido detectadas e essa não passaria em vão.
LEITE
COMPENSADO 5
Iniciada
em 8 de maio de 2014, exatamente um ano após a primeira,a operação
leite compensado 5 teve atuação em duas cidades, Vale do Taquari e
do Vale do Sinos. Dessa vez a substâncias encontrados na análise do
leite eram leite azedo e adição de água, não alterando o objetivo
principal da modificação, lucratividade extrema.
Os proprietários das indústrias Pavlat,ÉrcioVanor
Klein, e Hollmann, Sérgio
Seewald, situada nessas duas cidades
foram presos, funcionários relataram que eram chantageados e
obrigados a colocar os elementos no leite, foi preso também, Jonats
William Krombauer, responsável pela politica leiteira da Hollmann.
LEITE
COMPENSADO 6
Tendo
como início dia 11 de julho de 2014, a sexta etapa da operação foi
apenas uma continuação as investigações da etapa 5, tendo em
vista as empresas que compravam esse produto adulterado para
revender. O Ministerio publico (MP) expediu 16 mandatos de busca e
apreensão e 5 de prisão, em dez municipios da região Noroeste do
Rio Grande do Sul e em Londrina no Paraná.
As
prisões comprovaram o esperado, todas as empreeas estavam envolvidas
e foram fechadas.
LEITE
COMPENSADO 7: MP descobre água e
sal em leite distribuído no norte do RS
No
dia 03 de Dezembro de 204 o Ministério Público fez inspeções em
laticinios juntamente com a brigada miliar na região norte do estado
Rio Grande do Sul e foram realizados 17 mandatos de prisão. Nessa
sétima opração, foi descoberto a adulteração do leite por água
e sal. O grandes envolvidos no caso de adulteração são os dois
proprietários dos estabelecimentos, dois laboratoristas, quatro
produtores e oito transportadores da cadeia produtiva do leite, além
de um responsável técnico do posto de resfriamento do leite.
Segundo
relato do promotor criminal Mauro Rockenbach, os responsáveis pela
alteração do leite não levavam em consideração de essas
alterações poriam em risco a vidas de milhares de consumidores e
que apenas estavam interessados no lucro final.
A
adulteração do leite com água servia para aumentar o volume do
leite e o sal servia para mascarar a agua adicionada, porque essa
água altera o ponto de congelamento do leite, sendo facilmente
detectado alteração. De 62 amostras coletados, todas deram
alteração, levando a condenação de várias pessoas.
Além
da adição de água e sal, algumas amostras foram detectadas soda
cáustica na composição do leite.
As
empresas envolvidas no caso são a REMPEL no município de Jacutinga
e COTREL em Erechim. A Cotrel fornecia leite para a BRF no qual é
responsável pela Elegê e Batavo, já a Rempel fornecia leite para
Batavo, Nestlé e Batavo. Vale lembrar que são empresas já
consolidadas no mercado e possuem uma marca muito forte na qual
passam confiança aos consumidores no ato da compra.
LEITE
COMPENSADO
8: MP descobre adulteração para
disfarçar leite azedo
A
oitava operação Leite Compensado foi realizada no dia 13 de maio de
2015 é uma extenção da sétima opração onde foram expedidos 6
mandados de presão, três medidas cautelares e 8 buscas.
A
cooperativa Coopasul recebia leite azedo da transportadora Odair, de
até dois dias após a data estabelecida, para economizar combustível
e realizar apenas uma viage até o posto de resfriamento. A
adulteração se baseava na adição de água, soda cáustica e
bicarbonato de sódio para mascarar o azedo do leite. Estima-se que a
quantidade de leite aduterado chega aos 1,4 milhão de litros de
leite.
O
leite que é processado nessa cooperativa Coopasul enviava leite para
as industrias: , Tangará Foods (município de Estrela), Lactalis
(Fazenda Vila Nova), Cotal (município de Taquara), Frizzo (município
de Planalto), Piracanjuba (unidades em Santa Catarina), Tambinho
(município de Erechim).
Nesta
operação foram presos Odair Melati (dono da Transportadora); Ariel
Paulo (presidente da Coopasul); Vilmar Bonfante, Franciel José
Lazari e Ezequiel Ivan Sakrczewski (motoristas); Douglas Bonfante
(laboratorista).
Diante
de toda essa polemica, as empresas Lactalis e Piracanjuba imitiram
nota esclarecedora sobre o assunto:
*
“A Lactalis informa que garante a qualidade de todos os seus
produtos através de rigorosos controles de qualidade aplicado a
todas as matérias-primas utilizadas na fabricação de seus
produtos. Sendo assim, qualquer irregularidade na matéria-prima
recebida acarreta a sua imediata rejeição e consequente devolução
por parte da Lactalis. Desta forma, a Lactalis assegura que todos os
ingredientes utilizados na fabricação de seus produtos possuem o
mais alto nível de qualidade.”
*
Piracanjuba: "Em extremo respeito aos seus consumidores, a
Piracanjuba informa que possui um rígido controle de qualidade de
todo o leite recebido pela empresa e que, antes do descarregamento, o
leite de cada caminhão é submetido a dezenas de análises
laboratoriais, o que resulta em mais de 3.000 análises por dia".
LEITE
COMPENSADO 9: MP descobre leite
azedo distribuído como próprio para consumo no Nordeste Gaúcho
A
nona operação ocorreu no dia 17 de setembro de 2015 no Nordeste
gaúcho, no municipio Esmeralda. Foram expedidos quatro mandados de
prisão e cinco de buscas, juntamente com a apreensão de quatro
caminhões transportadores.
Nessa
fase foram presas 4 pessoas, dentre elas o proprietário da
transportadora Márcio Fachinello e três motoristas da empresa:
Claudiomiro de Souza, João Paulo Alves e Tiago da Luz, no qual
confessou adicionar produtos para alterar a composição do leite.
Como
a coleta de leite nas fazendas produtoras eram realizadas 7 dias após
o normal, o leite se deteriorava (acidificava e perdia nutrientes).
Para mascarar essa deterioração, os envolvidos adicionavam
bicarbonato de sódio e o leite seguia para o processamento nas
agroindústrias e depois para o consumidor.
A
adição de água nessa fase da opração também foi detectada, para
aumentar o rendimento e a lucratividade.
De
acordo com o promotor Rochemback, todos os envolvidos foram
caracterizados pela participação em crime organizado, adulteração
de produtos alimentícios e prática comercial abusiva.
Os
consumidores perceberam algumas adulterações, fazendo reclamações
constantes, indicando o estufamento das caixas de leite mesmo antes
da data de vencimento. Esse estufamento de dá devido à elevada
acizes do leite.
LEITE
COMPENSADO 10 (Ministério Público descarta delação premiada para
denunciado na fraude do leite)
No
município de Vênancio Aires (RS) se encontrava um dos envolvidos
que foi ouvido pelo Ministério Público Estadual, Fábio Bayer que
era um funcionário responsável pelo setor da qualidade dos produtos
da empresa Lactibom que é uma das impresas investigadas.
Com
o intuito de negociar a delação premiada com tal funcionário, o
promotor Mauro Rockenbach queria informações importantes sobre o
caso. Contudo, Fábio não queria fazer sobre o caso sem antes saber
a proposta do promotor. Sendo assim, o caso foi negado por Mauro.
Segundo
Rockenbach, Fábio falou apenas a respeito de dificuldades
financeiras da empresa e negou as acusações. O sócio proprietario
(Luciano Petry) da empresa citada, também foi preso durante a
Operação Leite Compensado.
De
acordo com o Ministério Público a empresa Lactibom comercializava
leite estragado alem de adicionar água no mesmo. Esse leite era
repassado para a queijaria Latte Bios, no estado do Rio Grande do
Sul. A fábrica foi interditada e os produtos foram retirados de
todos os mercados do estado.
LEITE
COMPENSADO 11 (Ministério Público deflagra a 11ª Operação Leite
Compensado e a 4ª Operação Queijo Compensado no RS)
Foram
cumpridos nove mandatos de busca e apreensão e cinco mandatos de
prisão nos municípios de São Pedro da Serra, no Vale do Caí, em
Estrela, no Vale do Taquari, em Caxias do Sul, na Serra, e em Novo
Hamburgo, no Vale do Sinos. Desta vez com o intuito de combater
produtos que foram adulterados com água e amido de milho (para
aumentar o volume do leite) e com a adição de água oxigenada e
ácido sórbido, na tentativa de conter bactérias e fungos.
O
Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Segurança
Alimentar do Ministério Público informou que os cinco mandatos de
prisão foram realizados no município de São Pedro da Serra. Entre
os envolvidos, está o secretário do Instituto Gaúcho do Leite,
Clóvis Marcelo Roesler que também é integrante do Conselho
Administratido da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios
do Rio Grande do Sul (Apil) e sócio administrador da Laticínios
Roesler, localizada em São Pedro da Serra. Houve também a prisão
preventiva de César Moacir Roesler, Anete Maria Roesler, Antônio
Germano Royer e Selvino Dietrich.
A
Laticínos Roesler e a Campestre LTDA (em São Pedro da Serra) foram
alvo neste nova etapa da Opreção Leite Compensado. Outras empresas
alvo foram a Calábria Casa do Queijo (em Caxias do Sul) e a Calábria
Casa do Queijo (em Caxias do Sul) e a Nei Casa de Queijo (em Novo
Hamburgo). Foi solicitado pelos promotores Mauro Rockenbach e Alcindo
Bastos a suspensão do exercício da função de um fiscal da
prefeitura, responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal.
LEITE
COMPENSADO 12 (Ministério Público deflagra operação contra
indústrias que misturavam soda cáustica no leite vencido)
Foi
deflagrada pelo Ministério Público a 12ª fase da operação Leite
compesado e nesta, um dos principais alvos foi a Laticínios Rancho
Belo Ltda no município de Travesseiro (RS). Essa indústria foi
acusada pela produção de leite, creme de leite e queijo com água
e produtos vencidos, adicionados a soda cáustica e bicarbonato de
sódio. A empresa também fabrica e envaza leite para uma rede de
supermercados do estado do Rio Grande do Sul, e algumas amostras
confirmaram que o produto estava impróprio para o consumo.
Foram
feitos exames laboratoriais e outras marcas também tiveram
alterações em seus produtos, e foram, a Bonilé Alimentos (queijo e
creme de leite) e Princesul (queijo). Além de empresas, outros alvos
desta operação foram a Transportadora AC Tressoldi e a M&M
Assessoria. Essa ação ocorreu nas cidades gaúchas, além do
município de Travesseiro, encontram-se os municípios de Nova Araçá,
Casca e Marau. Cumpriu-se 4 mandatos de prisão e mais 4 de busca e
apreensão e uma pessoa segue foragida.
Os
funcionários da laticínios Modena Claudionor Mognon e Henrique
Alessi Pasini foram presos na cidade de Nova Araçá. Além destes,
foram presos o proprietário da Indústria Rancho Belo (na cidade de
Travesseiro), Eduardo Grave, e o transportados Evandro Luís Kafer da
cidade de Estrela e um foragido, da empresa C&P, de Casca, Flávio
Mezzomo.
Foram
apreendidas 5 toneladas de queijo não apropriado para consumo no
Laticínio C&P e a indústria Rancho Belo foi interditada.
Foi
confirmado pela investigação como crime organizado e de venda de
produtos lácteos impróprios para consumir, uma vez que essa
adulteração do leite é nociva para o consumidor e tem uma redução
no valor nutricional do mesmo.
Algumas
indústrias receberam e repassaram leite cru, creme de leite e soro
de leite fora dos padrões exigidos pela legislação brasileira.
Muitas cargas que não são aceitas por algumas empresas de laticínio
são comercializadas para essas indústrias. Algumas investigações
apontam que os carregamentos de leite só poderiam ser destinadas
para alimentação de animais e foram utilizados para o processo de
industrialização de produtos de consumo humano.
Nas
análises realizadas pelo Ministério da Agricultura em mais de 10
amostras, foram detectados que o leite cru, leite UHT estavam fora
dos padrões.
A
águra era adicionada aos produtos para que o creme de leite duro,
fosse amolecido novamente. Os laudos eram realizados pelas próprias
empresas e eram mascarados.
A
operação Leite Compensado 12 foi realizada pelo Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco Segurança
Alimentar do MP, Com participação do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa), Receita Estadual e Fundação
Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
A
rede de supermercados Dia retirou todos os lotes dos produtos de suas
lojas e bloqueu a saída do mesmo do centro de distribuição.
Visão
Geral
A
produção de leite pode ser considerada uma atividade estratégica
para o desenvolvimento economico do Estado do Rio Grande do Sul. É
uma atividade básica para a agricultura familiar, especialmente para
aqueles agricultores que dispõem de pequenas e médias propriedades.
A consolidação da atividade leiteira lenvando em consideração a
produção familiar é decisivo não apenas por representar grande
parte da fonte de renda, mas em especial pela representatividade no
mercado. No ano em que foi deflagrada a operação leite compensado o
Rio Grande do Sul foi o segundo maior produtor de leite ficando atrás
apenas de Minas Gerais (Fonte: Sindilat-RS/FecoAgro).
Sendo
assim essas denúncias causaram reflexos negativos no consumo do
leite trazendo uma imagem ruim para toda a cadeia produtiva e por
consequentemente danos preços pois foram identificados através
de análises
laboratoriais água, citrato, soda cáustica,
bicarbonato de sodio, água
oxigenada e ureia que tem como subproduto o formol, que mesmo
passando por processos de pasteurização
não pode ser perdido e é altamente cancerígeno.
Outra
grande preocupação é que as cooperativas menores terceirizam o
envasamento do leite longa vida em grandes empresas e com marcas
próprias, colocando em risco o funcionamento destas cooperativas
visto que o leite embalado não é o mesmo que é entregue pela
cooperativa pois passava por processos de adulteração até mesmo
durante o transporte, antes de chegar a indústria.
Os
pontos positivos de se ter uma investigação deste porte são os
novos métodos de
fiscalização e da força que o consumidor tem sobre as indústrias
produtoras, onde as mesmas foram obrigadas a aumentar o cuidado e a
transparência do
sistema produtivo, desde o transporte das granjas leiteiras até o
produto final.
Algumas
medidas fixadas na legislação foram a Regulamentação para o
transporte do leite e higienização dos caminhões, Ampliação e
fiscalização contínua dos órgãos responsáveis (SIF/CISPOA)
durante o recebimento e processamento do leite nas indústrias de
laticínios, ü Licenciamento do MAPA para os leiteiros / freteiros/
transportadores - Cadastramento e registro dos transportadores de
leite junto às empresas, Capacitação dos envolvidos na cadeia,
Padronização dos laboratórios da Indústria e do Estado –
utilização dos mesmos critérios e investimentos em novas
tecnologias e regulamentação quanto ao horário de funcionamento
dos estabelecimentos envolvidos na cadeia leiteira, todas estas
medidas propõe
mudanças positivas para o processo produtivo da cadeia.
Equipe WeMaLuNi
Bruna Muniz
Luiza de Freitas
Mayara Carvalho
Nielsen Moreira
Wederson Gutemberg
Operação Carne Fraca
A
denúncia partiu do fiscal Daniel Gouvêa Teixeira que é Médico
Veterinário, ele foi designado para ser chefe substituto do Serviço
de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) isso no ano de
2012, no estado do Paraná. Quando
assumiu o cargo passou
a ter
conhecimento de que
estavam sendo feitas remoções de fiscais sem atender aos critérios
internos para isso, e sem que os removidos fossem consultados a
respeito de suas remoções.
Essas
remoções estavam ocorrendo para atender aos interesses das empresas
fiscalizadas, com o intuito de por fiscais que fizessem vista grossa
no momento da fiscalização, ou seja, que não fiscalizassem com o
mesmo rigor (que seria o certo a ser feito), colocando então novos
fiscais que já estavam cientes do esquema de “fiscalização”
Vendo
que isso estava ocorrendo de forma arbitrária Daniel ofereceu
denúncia ao Sindicato dos Fiscais Agropecuários contra a então
chefe do SIPOA Maria do Rocio Nascimento com caracterização de
assédio moral. Após ter realizado a denúncia o mesmo foi exonerado
do cargo de chefe substituto e foi transferido e voltou a exercer
suas funções de fiscal só que em um local distante ao que se
encontrava.
Voltando
as suas atividades de fiscal ele começou a realizar as fiscalizações
em abatedouros de suínos de porte pequeno, e começou a verificar e
receber denúncias dos próprios administradores de abatedouros,
várias irregularidades como aproveitamento de animais mortos para
produção de outros alimentos, o que não seria permitido, e
pagamento de valores para que os fiscais liberassem certificados e
outros papéis necessários para funcionamento.
Os administradores de alguns abatedouros se queixaram de ter que pagar
como se fosse uma "ajuda de custo" que era cobrada pelos
próprios fiscais para que pudessem emitir os certificados, essa
"ajuda de custo" já tinha até valor estipulado pelo MAPA
no valor de R$ 1.600,00. Inclusive foi apresentado pelos
administradores da empresa Primos Agroindustrial um comprovante de
depósito feito ao fiscal Celso Camargo no valor citado acima.
E
não parou por ai continuou recebendo diversas denúncias de
diferentes empresas a respeito de cobrança de propina e não
cumprimento das normas sanitárias, como alteração de produtos,
(como exemplo colocar carne de frango na salsicha e ser vendida como
salsicha composto por carne de peru).
Diante
essas denúncias, passou a ver que isso ocorria em maior escala e
envolvia muitas pessoas do "grande escalão" sendo muito
maior do que parecia no inicio. Começou a receber denúncias também
de que empresas que seguiam as normas exigidas, enfrentavam
dificuldades para receber seus certificados sanitários, mesmo
atendendo as normas, os fiscais exigiam o pagamento da "ajuda de
custo" mesmo sendo sua obrigação entregar a empresa o
certificado uma vez que atendiam as normas estipuladas.
As
principais irregularidades encontradas foram a utilização de
compostos diferentes do informado na venda como a venda de salsicha
feita a base de carne de peru, sendo que a composição era de carne
de frango e não de carne de peru como informado. Utilização de
carne estragada para fabricação das salsichas e linguiças, o mau
cheiro e a aparência da carne estragada era disfarçada com a
utilização de ácido ascórbico. Além disso foram encontradas
carnes sem rótulo, carnes que não passavam pelo processo de
refrigeração, e como dito no inicio do texto a falsificação de
notas e certificados que não deveriam ser emitidos.
A
respeito da divulgação da operação carne fraca, podemos notar que
em partes a forma com que a mesma foi conduzida se tornou inadequada
pois deveria se tratar de uma investigação de cunho restrito afim
de punir somente as empresas irregulares e advertir as demais
empresas da cadeia, porém o que se viu foi um escândalo promovido
pela mídia que impactou diretamente nas negociações nacionais e
internacionais do setor.
O
setor agropecuário representou segundo cepea(
Centro
de Estudos Avançados em Economia Aplicada –
Esalq)
algo em torno de 20% do PIB nacional (2010-2015). Levando em
consideração a situação da crise, o setor do agronegócio foi o
que sustentou a balança comercial.
A
cadeia da carne de forma geral precisa se fortalecer como qualquer
outra, porém já havia conquistado uma certa credibilidade. Da forma
que a operação foi divulgada, o prejuízo atingiu a cadeia em
geral, mesmo aqueles que agiam de forma adequada com os parâmetros
legais. A partir de então o que se tem é um trabalho da
reconstrução da credibilidade, trabalho este que poderia ser
evitado.
Podemos
dizer que a investigação teve dois lados o positivo e o negativo
sendo que como negativo tivemos a queda nas exportações que
interfere diretamente no setor agropecuário que como sabemos é o
principal responsável por boa parte do PIB do país.
O
Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou um
dado bastante alarmante no que diz respeito à queda da exportação
da carne bovina brasileira. A queda chegou a 19%, o que representa em
torno de 10 milhões de dólares por dia de redução nas exportações
(Março, 2017).
Porém
como ponto positivo, podemos destacar que após a denúncia teremos
maior rigor nas fiscalizações, mantendo assim a segurança
alimentar dos produtos oferecidos ao consumidor.
Blairo
maggi, ministro da agricultura, no dia (28) março 2017 alterou o
regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária para todos e
quaisquer produtos de origem animal (RIISPOA). O novo decreto
aumentou os valores das multas, de R$15 mil para R$500 mil para
aqueles estabelecimentos que estejam irregulares. O RIISPOA abrange a
fiscalização de
carnes (bovina, suína e de aves), ovos, pescados, leite e mel.
“Dessa maneira fica mais clara, de forma que as pessoas possam
entender o que está escrito”, disse Maggi”.
Além
do aumento do valor das multas, foram feitas modificações na forma
de interpretar as penalidades. Elas irã ser classificadas como leve,
moderada, grave e gravíssima. Caso seja aplicada penalidade grave ou
gravíssima, o estabelecimento pode ser interditado podendo ser
casado o registro de funcionalidade. De acordo com ministro, é dado
o impedimento de atuação da empresa no mercado.
Segundo
Maggi, quando a empresa comete três penalidades, corresponde a perda
do SIF(Serviço de Inspeção Federal), que em outras palavras seria
a perda da atuação econômica da empresa. Tal fato serve como uma
alerta a todos outros empresários, fazendo com que todos tenham uma
visão e pensamentos diferentes.
Além
disso o novo regulamento da inspeção industrial e sanitária de
produtos de origem animal estabelecem que a cada dez anos os
estabelecimentos registrados junto ao Ministério da Agricultura
terão que renovar seu registro junto ao SIF.
É
fato que a operação Carne Fraca pegou todos os consumidores de
surpresa, uma vez que acreditávamos na seriedade do trabalho feito
pelas empresas alimentícias e pelos fiscais que tem o dever de
manter padrões mínimos nos produtos para atender de forma
satisfatória os consumidores.
Mas
como foi possível perceber estamos aquem desses padrões e não
estamos tendo nossos direitos como consumidores respeitados,
acreditamos que a operação nos fez olhar para as empresas e para o
trabalho desenvolvido pelo funcionalismo público principalmente os
do setores de fiscalização com um olhar diferente.
Como
diz o dito popular “A males que vem para o bem”, quem sabe agora
poderemos consumir tais produtos sem medo.
Equipe ECBC
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