Os alunos das equipes de leite terão aula no dia 5/05. - abordagem sobre processamento e orientação para apresentação do dia 12/05.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Reformulação do plano de atividades da disciplina
agroindustrialização de produtos de origem animal
|
||
05/05
|
Visita técnica equipes Carnes
Aula em sala equipes Leite
|
|
12/05
|
Apresentação do Estudo de caso
Única apresentação – incorporar tudo que foi visto sobre obtenção da matéria-prima e abordar os dados sobre o processamento dessa matéria-prima (Simone e
Patrícia – diferentes direcionamentos para apresentação e avaliação). Grupos Simone - dados do estudo de caso específico, não necessitam dos adados gerais, a não ser, que sejam utilizados como parâmetro comparativo.
|
20 pontos
|
26/05
|
Aula prática – leite e carne
|
|
02/06
|
Semana de Ciências Agrárias
|
|
09/06
|
Aula Prática
|
|
23/06
|
Projeto Jaíba (viagem dos alunos)
|
|
30/06
|
Apresentação dos produtos processados por cada grupo e entrega dos
relatórios (cada grupo apresentará um produto derivado de leite e outro de
carne)
|
10 pontos rel. apresentação Carnes
10 pontos rel. apresentação Leite
|
sexta-feira, 7 de abril de 2017
OPERAÇÃO CARNE FRACA - ESTUDO DIRIGIDO
Com
a proposta de estudo dirigido sobre a Operação Carne Fraca,
relatamos e concluímos o seguinte texto abaixo,
abordando os seguintes pontos propostos pelas orientadoras:
-
O que motivou a investigação da Polícia Federal?
-
Quais as principais irregularidades encontradas?
-
Como foi a divulgação das operações?
-
Quais foram as consequências positivas e negativas da operação?
-
Em relação à operação carne fraca, como consequência a
aprovação do novo RIISPOA. Qual o significado desta aprovação e
quais as principais alterações o novo regulamento trouxe?
O
início da Operação Carne fraca iniciou com uma denúncia feita pelo agente do
Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Daniel Gouvêa
Teixeira, que atuava no estado do Paraná. Quando soube do sistema de
corrupção e de irregularidades, Daniel estava trabalhando em um
abatedouro de suínos de pequeno porte. Entre as irregularidades
relatadas estão o aproveitamento de carcaça de animais já
abatidos, comercialização de carne irregular (ou seja, fora do
padrão da legislação brasileira) e pagamento de propina a alguns
agentes do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento).
Segundo
Daniel, o pagamento de propina era feito para que os agentes do MAPA
liberassem o selo de certificação. Houve uma reclamação da
empresa Primo Agroindustrial Ltda., sobre o pagamento de propina aos
agentes, tal pagamento era denominado “ajuda de custo”. Estas
irregularidades ocorrem desde o ano de 2011. As denúncias de Daniel
eram
realizadas a
cada momento que descobria sobre novas empresas que estavam no
esquema de corrupção, ele fazia novos depoimentos.
A
partir da primeira denúncia realizada por Daniel, a Polícia Federal
iniciou as investigações sobre o esquema de corrupção e
irregularidades no processamento de carne. A
Polícia então interceptou contas bancárias e ligações
telefônicas.
As
irregularidades encontradas está no processamento da carne, como
utilização de quantidades menores
do
que a necessária à produção, sendo complementados com outras
substâncias,
a
fim de obtenção de maior lucro. Entre outras irregularidades está
o uso de substâncias que causam danos a saúde humana, como maneira
de disfarçar as carnes estragadas,
já
as carnes embutidas, como salsichas e linguiças, eram utilizadas em
suas fabricações, carnes estragadas. As carnes também não
apresentavam devida rotulagem e refrigeração.
A
divulgação da Operação ocorreu no dia 17 de março de 2017
(sexta-feira) pela Polícia Federal e as mídias públicas foram
utilizadas como veículo para acesso da informação pela população.
Entretanto, houve muitas críticas quanto a maneira de divulgação,
pois houve má interpretações e generalização de que todo o MAPA
estava em acordo com o sistema de corrupção. A divulgação das
informações impactaram a população e o mercado externo e há quem
afirme que a operação ficou parecendo maior do que realmente é.
Com
a Operação Carne Fraca houve pontos negativos e positivos dos quais
podemos destacar, o choque no setor agropecuário brasileiro, com
ênfase no setor de carnes, sendo que a exportação brasileira ficou
abalada e suspensa. O Brasil é um importante exportador de carne e
com a Operação, a economia brasileira poderá sofrer grandes
abalos. Com
a intervenção das empresas investigadas e redução no consumo e
exportação, a consequência foi a demissão de diversos
trabalhadores, alarmando o quadro de desemprego no Brasil. Outra
grande consequência da Operação foi a insegurança dos
consumidores quanto a qualidade da carne, por isso houve redução no
consumo nos primeiros dias de publicação da Operação.
Podemos
citar como pontos positivos da Operação a publicação do RIISPOA,
com normas que assegurarão a qualidade da carne, o combate a
corrupção na sociedade brasileira,que infelizmente está alarmante.
Nas
alterações do novo RIISPOA, há medidas provisórias como multas,
caso seja constatado irregularidades, perda do Serviço de Inspeção
Federal (SIF). As multas variam de leve a gravíssima e o valor pode
chegar a 100% do valor máximo. A nova revisão acrescenta
padronização dos procedimentos administrativos e técnicos
melhores
bem-estar com a legislação dos países interessados, interação
com órgãos públicos
que fiscalizam, além da implantação de novas tecnologias.
As
alterações incluem o uso de novos métodos para inspeção, sendo
mais atualizados e modernos. A rotulagem dos produtos também sofrerá
alterações, pois por meio dos rótulos seja possível obter
informações e também os mesmos apresentarão prazo de validade de
10 anos, anteriormente não tinha prazo de validade.
Os
selos serão revistos para que o consumidor tenha maior entendimento
sobre o significado dos mesmos. Os procedimentos para análise
laboratorial será reformulado, para que haja maior rigor nas
perícias. As pequenas agroindústrias também serão legalizadas
para normatização dos equipamentos então utilizados.
Serão
adotados métodos de biologia molecular, como o exame de DNA como
metodologias de fiscalização. Os resíduos de animais não
utilizados no processamento alimentar poderão ser utilizados para
elaboração de produtos não comestíveis, isto para evitar o
descarte no meio ambiente. O RIISPOA, quando publicado pela primeira
era considerado moderno, mas nos últimos anos tornou-se antiquado,
haja vista que o Brasil tornou-se um dos maiores exportadores de
carne, por isso a importância da nova revisão do mesmo.
A
Operação Carne Fraca ainda terá novas repercussões
e cabe a nós futuros profissionais estar atualizados quanto as
investigações e modificações no mercado de carne.
Grupo Aviários
Bárbara Lorrany Ferreira Gonçalves
Denner Carvalho
Laís Ferreira
Vinícius Sousa Baldoino
FASES OPERAÇÃO LEITE COMPENSADO
A
operação leite compensado foi uma força tarefa realizada pelo
Ministério Público (MP) com o abjetivo de desmascarar um esquema de
adulteração do leite no sul do Brasil. O MP concluiu que em um ano
foram adulterados aproximadamente 100 milhões de litros de leite com
a adição de 98 toneladas de ureia. Este crime está caracterizado
como “crime hediondo de adulteração de alimentos” pelo fato de
colocar em risco de forma grave a saúde da polução consumidora.
LEITE
COMPENSADO 1
A
primeira etapa foi
deflagrada em maio 2013, mas no final de 2012 já haviam laudos
positivos para a presença de formol (proveniente da ureia
industrializada) em diferentes regiões do estado do Rio Grande do
Sul. Primeiramente foi descoberta a adulteração do leite pelos
transportadores, aqueles que colherem a matéria-prima do produtor e
a conduz até os laticínios (indústria). Era adicionada água não
tratada e ureia. O volume do leite era aumentado em cerca de 10% e
para não ser detectado a fraude pela queda na concentração dos
nutrientes, recorriam à adição da ureia.
Esta
fase da operação se deu nas cidades de Ibirubá, Horizontina e
Guaporé, no estado do Rio Grande do Sul onde foram presas 9 pessoas
e espedidos 13 mandados de busca. Foram apreendidos computadores e 17
caminhões que foram utilizados para carregamento do leite
adulterado. Entre os detidos, encontra João
Cristiano Marx, suspeito
de ser um dos responsáveis pelo transporte e adulteração. Foram
apontadas as empresas ITALAC, MUMU e LATVIDA.
LEITE
COMPENSADO 2
Na
segunda
etapa
da operação, o MP estendeu o raio de atuação da investigação
encontrando indícios de adulteração em mais dois núcleos de
adulteração do leite. Um no município de Três de Maio e o outro
em Rondinha, ambos também no estado do RS. O leite adulterado em
Rondinha seguia para a empresa Marasca e posteriormente era vendido à
Cooperativa Confepar. Foram emitidos cinco mandados de prisão, sendo
três em Rondinha, um na Penitenciária de Espumoso e o último em
Horizontina. Entre os detidos estão: os empresários Adela Roque
Signor e Antenor Pedro Signor, um dos motoristas da empresa Odirlei
Fogalli, o vereador de Horizontina Lauri Larri Jappe e Daniel Fieti
Villanova.
LEITE
COMPENSADO 3
Já
a terceira
etapa,
que teve início no mês de novembro de
2013, encontrou um outro tipo de adulteração. Desta vez foi
constatada a adição de água oxigenada em leite vencido. Para
confirmar as suspeitas, realizou-se o interrogatório do suspeito
Airton Jacó Reidel, também da cidade de Três de Maio. Contudo o
suspeite negou qualquer envolvimento com a fraude.
LEITE
COMPENSADO 4
A
operação teve início em 14 de março de 2014, dez meses após os
primeiros casos registrados. Nessa operação detectou novamente
substâncias que adulteravam o leite no estado do Rio Grande do Sul,
porém com enfoque na região Noroeste, desta vez o elemento
adicionado foi o formol, que possui constituição cancerígena. O
caso envolvia um suposto posto de resfriamento na cidade de
Condor-RS. Na operação foram presas 8 pessoas ligadas a toda cadeia
produtiva que eram cúmplices, uma delas foi Daniel Villanova,
proprietário do posto de resfriamento, João Cristiano Marx,
apontado como responsável pela adulteração do leite e também
foram presos Alexandre Caponi, Angélica Caponi, João Írio Marx,
Rosilei Geller e Natália Junger.
O
caso tem uma grande ligação com as antigas operações, pois todos
têm o objetivo de mascarar a adição de água e expandir o volume
do produto, aumentando a lucratividade. As autoridades se mostraram
surpresas diante a gravidade do caso, enfatizando que outras fraudes
já haviam sido detectadas e essa não passaria em vão.
LEITE
COMPENSADO 5
Iniciada
em 8 de maio de 2014, exatamente um ano após a primeira,a operação
leite compensado 5 teve atuação em duas cidades, Vale do Taquari e
do Vale do Sinos. Dessa vez a substâncias encontrados na análise do
leite eram leite azedo e adição de água, não alterando o objetivo
principal da modificação, lucratividade extrema.
Os proprietários das indústrias Pavlat,ÉrcioVanor
Klein, e Hollmann, Sérgio
Seewald, situada nessas duas cidades
foram presos, funcionários relataram que eram chantageados e
obrigados a colocar os elementos no leite, foi preso também, Jonats
William Krombauer, responsável pela politica leiteira da Hollmann.
LEITE
COMPENSADO 6
Tendo
como início dia 11 de julho de 2014, a sexta etapa da operação foi
apenas uma continuação as investigações da etapa 5, tendo em
vista as empresas que compravam esse produto adulterado para
revender. O Ministerio publico (MP) expediu 16 mandatos de busca e
apreensão e 5 de prisão, em dez municipios da região Noroeste do
Rio Grande do Sul e em Londrina no Paraná.
As
prisões comprovaram o esperado, todas as empreeas estavam envolvidas
e foram fechadas.
LEITE
COMPENSADO 7: MP descobre água e
sal em leite distribuído no norte do RS
No
dia 03 de Dezembro de 204 o Ministério Público fez inspeções em
laticinios juntamente com a brigada miliar na região norte do estado
Rio Grande do Sul e foram realizados 17 mandatos de prisão. Nessa
sétima opração, foi descoberto a adulteração do leite por água
e sal. O grandes envolvidos no caso de adulteração são os dois
proprietários dos estabelecimentos, dois laboratoristas, quatro
produtores e oito transportadores da cadeia produtiva do leite, além
de um responsável técnico do posto de resfriamento do leite.
Segundo
relato do promotor criminal Mauro Rockenbach, os responsáveis pela
alteração do leite não levavam em consideração de essas
alterações poriam em risco a vidas de milhares de consumidores e
que apenas estavam interessados no lucro final.
A
adulteração do leite com água servia para aumentar o volume do
leite e o sal servia para mascarar a agua adicionada, porque essa
água altera o ponto de congelamento do leite, sendo facilmente
detectado alteração. De 62 amostras coletados, todas deram
alteração, levando a condenação de várias pessoas.
Além
da adição de água e sal, algumas amostras foram detectadas soda
cáustica na composição do leite.
As
empresas envolvidas no caso são a REMPEL no município de Jacutinga
e COTREL em Erechim. A Cotrel fornecia leite para a BRF no qual é
responsável pela Elegê e Batavo, já a Rempel fornecia leite para
Batavo, Nestlé e Batavo. Vale lembrar que são empresas já
consolidadas no mercado e possuem uma marca muito forte na qual
passam confiança aos consumidores no ato da compra.
LEITE
COMPENSADO
8: MP descobre adulteração para
disfarçar leite azedo
A
oitava operação Leite Compensado foi realizada no dia 13 de maio de
2015 é uma extenção da sétima opração onde foram expedidos 6
mandados de presão, três medidas cautelares e 8 buscas.
A
cooperativa Coopasul recebia leite azedo da transportadora Odair, de
até dois dias após a data estabelecida, para economizar combustível
e realizar apenas uma viage até o posto de resfriamento. A
adulteração se baseava na adição de água, soda cáustica e
bicarbonato de sódio para mascarar o azedo do leite. Estima-se que a
quantidade de leite aduterado chega aos 1,4 milhão de litros de
leite.
O
leite que é processado nessa cooperativa Coopasul enviava leite para
as industrias: , Tangará Foods (município de Estrela), Lactalis
(Fazenda Vila Nova), Cotal (município de Taquara), Frizzo (município
de Planalto), Piracanjuba (unidades em Santa Catarina), Tambinho
(município de Erechim).
Nesta
operação foram presos Odair Melati (dono da Transportadora); Ariel
Paulo (presidente da Coopasul); Vilmar Bonfante, Franciel José
Lazari e Ezequiel Ivan Sakrczewski (motoristas); Douglas Bonfante
(laboratorista).
Diante
de toda essa polemica, as empresas Lactalis e Piracanjuba imitiram
nota esclarecedora sobre o assunto:
*
“A Lactalis informa que garante a qualidade de todos os seus
produtos através de rigorosos controles de qualidade aplicado a
todas as matérias-primas utilizadas na fabricação de seus
produtos. Sendo assim, qualquer irregularidade na matéria-prima
recebida acarreta a sua imediata rejeição e consequente devolução
por parte da Lactalis. Desta forma, a Lactalis assegura que todos os
ingredientes utilizados na fabricação de seus produtos possuem o
mais alto nível de qualidade.”
*
Piracanjuba: "Em extremo respeito aos seus consumidores, a
Piracanjuba informa que possui um rígido controle de qualidade de
todo o leite recebido pela empresa e que, antes do descarregamento, o
leite de cada caminhão é submetido a dezenas de análises
laboratoriais, o que resulta em mais de 3.000 análises por dia".
LEITE
COMPENSADO 9: MP descobre leite
azedo distribuído como próprio para consumo no Nordeste Gaúcho
A
nona operação ocorreu no dia 17 de setembro de 2015 no Nordeste
gaúcho, no municipio Esmeralda. Foram expedidos quatro mandados de
prisão e cinco de buscas, juntamente com a apreensão de quatro
caminhões transportadores.
Nessa
fase foram presas 4 pessoas, dentre elas o proprietário da
transportadora Márcio Fachinello e três motoristas da empresa:
Claudiomiro de Souza, João Paulo Alves e Tiago da Luz, no qual
confessou adicionar produtos para alterar a composição do leite.
Como
a coleta de leite nas fazendas produtoras eram realizadas 7 dias após
o normal, o leite se deteriorava (acidificava e perdia nutrientes).
Para mascarar essa deterioração, os envolvidos adicionavam
bicarbonato de sódio e o leite seguia para o processamento nas
agroindústrias e depois para o consumidor.
A
adição de água nessa fase da opração também foi detectada, para
aumentar o rendimento e a lucratividade.
De
acordo com o promotor Rochemback, todos os envolvidos foram
caracterizados pela participação em crime organizado, adulteração
de produtos alimentícios e prática comercial abusiva.
Os
consumidores perceberam algumas adulterações, fazendo reclamações
constantes, indicando o estufamento das caixas de leite mesmo antes
da data de vencimento. Esse estufamento de dá devido à elevada
acizes do leite.
LEITE
COMPENSADO 10 (Ministério Público descarta delação premiada para
denunciado na fraude do leite)
No
município de Vênancio Aires (RS) se encontrava um dos envolvidos
que foi ouvido pelo Ministério Público Estadual, Fábio Bayer que
era um funcionário responsável pelo setor da qualidade dos produtos
da empresa Lactibom que é uma das impresas investigadas.
Com
o intuito de negociar a delação premiada com tal funcionário, o
promotor Mauro Rockenbach queria informações importantes sobre o
caso. Contudo, Fábio não queria fazer sobre o caso sem antes saber
a proposta do promotor. Sendo assim, o caso foi negado por Mauro.
Segundo
Rockenbach, Fábio falou apenas a respeito de dificuldades
financeiras da empresa e negou as acusações. O sócio proprietario
(Luciano Petry) da empresa citada, também foi preso durante a
Operação Leite Compensado.
De
acordo com o Ministério Público a empresa Lactibom comercializava
leite estragado alem de adicionar água no mesmo. Esse leite era
repassado para a queijaria Latte Bios, no estado do Rio Grande do
Sul. A fábrica foi interditada e os produtos foram retirados de
todos os mercados do estado.
LEITE
COMPENSADO 11 (Ministério Público deflagra a 11ª Operação Leite
Compensado e a 4ª Operação Queijo Compensado no RS)
Foram
cumpridos nove mandatos de busca e apreensão e cinco mandatos de
prisão nos municípios de São Pedro da Serra, no Vale do Caí, em
Estrela, no Vale do Taquari, em Caxias do Sul, na Serra, e em Novo
Hamburgo, no Vale do Sinos. Desta vez com o intuito de combater
produtos que foram adulterados com água e amido de milho (para
aumentar o volume do leite) e com a adição de água oxigenada e
ácido sórbido, na tentativa de conter bactérias e fungos.
O
Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Segurança
Alimentar do Ministério Público informou que os cinco mandatos de
prisão foram realizados no município de São Pedro da Serra. Entre
os envolvidos, está o secretário do Instituto Gaúcho do Leite,
Clóvis Marcelo Roesler que também é integrante do Conselho
Administratido da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios
do Rio Grande do Sul (Apil) e sócio administrador da Laticínios
Roesler, localizada em São Pedro da Serra. Houve também a prisão
preventiva de César Moacir Roesler, Anete Maria Roesler, Antônio
Germano Royer e Selvino Dietrich.
A
Laticínos Roesler e a Campestre LTDA (em São Pedro da Serra) foram
alvo neste nova etapa da Opreção Leite Compensado. Outras empresas
alvo foram a Calábria Casa do Queijo (em Caxias do Sul) e a Calábria
Casa do Queijo (em Caxias do Sul) e a Nei Casa de Queijo (em Novo
Hamburgo). Foi solicitado pelos promotores Mauro Rockenbach e Alcindo
Bastos a suspensão do exercício da função de um fiscal da
prefeitura, responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal.
LEITE
COMPENSADO 12 (Ministério Público deflagra operação contra
indústrias que misturavam soda cáustica no leite vencido)
Foi
deflagrada pelo Ministério Público a 12ª fase da operação Leite
compesado e nesta, um dos principais alvos foi a Laticínios Rancho
Belo Ltda no município de Travesseiro (RS). Essa indústria foi
acusada pela produção de leite, creme de leite e queijo com água
e produtos vencidos, adicionados a soda cáustica e bicarbonato de
sódio. A empresa também fabrica e envaza leite para uma rede de
supermercados do estado do Rio Grande do Sul, e algumas amostras
confirmaram que o produto estava impróprio para o consumo.
Foram
feitos exames laboratoriais e outras marcas também tiveram
alterações em seus produtos, e foram, a Bonilé Alimentos (queijo e
creme de leite) e Princesul (queijo). Além de empresas, outros alvos
desta operação foram a Transportadora AC Tressoldi e a M&M
Assessoria. Essa ação ocorreu nas cidades gaúchas, além do
município de Travesseiro, encontram-se os municípios de Nova Araçá,
Casca e Marau. Cumpriu-se 4 mandatos de prisão e mais 4 de busca e
apreensão e uma pessoa segue foragida.
Os
funcionários da laticínios Modena Claudionor Mognon e Henrique
Alessi Pasini foram presos na cidade de Nova Araçá. Além destes,
foram presos o proprietário da Indústria Rancho Belo (na cidade de
Travesseiro), Eduardo Grave, e o transportados Evandro Luís Kafer da
cidade de Estrela e um foragido, da empresa C&P, de Casca, Flávio
Mezzomo.
Foram
apreendidas 5 toneladas de queijo não apropriado para consumo no
Laticínio C&P e a indústria Rancho Belo foi interditada.
Foi
confirmado pela investigação como crime organizado e de venda de
produtos lácteos impróprios para consumir, uma vez que essa
adulteração do leite é nociva para o consumidor e tem uma redução
no valor nutricional do mesmo.
Algumas
indústrias receberam e repassaram leite cru, creme de leite e soro
de leite fora dos padrões exigidos pela legislação brasileira.
Muitas cargas que não são aceitas por algumas empresas de laticínio
são comercializadas para essas indústrias. Algumas investigações
apontam que os carregamentos de leite só poderiam ser destinadas
para alimentação de animais e foram utilizados para o processo de
industrialização de produtos de consumo humano.
Nas
análises realizadas pelo Ministério da Agricultura em mais de 10
amostras, foram detectados que o leite cru, leite UHT estavam fora
dos padrões.
A
águra era adicionada aos produtos para que o creme de leite duro,
fosse amolecido novamente. Os laudos eram realizados pelas próprias
empresas e eram mascarados.
A
operação Leite Compensado 12 foi realizada pelo Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco Segurança
Alimentar do MP, Com participação do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa), Receita Estadual e Fundação
Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
A
rede de supermercados Dia retirou todos os lotes dos produtos de suas
lojas e bloqueu a saída do mesmo do centro de distribuição.
Visão
Geral
A
produção de leite pode ser considerada uma atividade estratégica
para o desenvolvimento economico do Estado do Rio Grande do Sul. É
uma atividade básica para a agricultura familiar, especialmente para
aqueles agricultores que dispõem de pequenas e médias propriedades.
A consolidação da atividade leiteira lenvando em consideração a
produção familiar é decisivo não apenas por representar grande
parte da fonte de renda, mas em especial pela representatividade no
mercado. No ano em que foi deflagrada a operação leite compensado o
Rio Grande do Sul foi o segundo maior produtor de leite ficando atrás
apenas de Minas Gerais (Fonte: Sindilat-RS/FecoAgro).
Sendo
assim essas denúncias causaram reflexos negativos no consumo do
leite trazendo uma imagem ruim para toda a cadeia produtiva e por
consequentemente danos preços pois foram identificados através
de análises
laboratoriais água, citrato, soda cáustica,
bicarbonato de sodio, água
oxigenada e ureia que tem como subproduto o formol, que mesmo
passando por processos de pasteurização
não pode ser perdido e é altamente cancerígeno.
Outra
grande preocupação é que as cooperativas menores terceirizam o
envasamento do leite longa vida em grandes empresas e com marcas
próprias, colocando em risco o funcionamento destas cooperativas
visto que o leite embalado não é o mesmo que é entregue pela
cooperativa pois passava por processos de adulteração até mesmo
durante o transporte, antes de chegar a indústria.
Os
pontos positivos de se ter uma investigação deste porte são os
novos métodos de
fiscalização e da força que o consumidor tem sobre as indústrias
produtoras, onde as mesmas foram obrigadas a aumentar o cuidado e a
transparência do
sistema produtivo, desde o transporte das granjas leiteiras até o
produto final.
Algumas
medidas fixadas na legislação foram a Regulamentação para o
transporte do leite e higienização dos caminhões, Ampliação e
fiscalização contínua dos órgãos responsáveis (SIF/CISPOA)
durante o recebimento e processamento do leite nas indústrias de
laticínios, ü Licenciamento do MAPA para os leiteiros / freteiros/
transportadores - Cadastramento e registro dos transportadores de
leite junto às empresas, Capacitação dos envolvidos na cadeia,
Padronização dos laboratórios da Indústria e do Estado –
utilização dos mesmos critérios e investimentos em novas
tecnologias e regulamentação quanto ao horário de funcionamento
dos estabelecimentos envolvidos na cadeia leiteira, todas estas
medidas propõe
mudanças positivas para o processo produtivo da cadeia.
Equipe WeMaLuNi
Bruna Muniz
Luiza de Freitas
Mayara Carvalho
Nielsen Moreira
Wederson Gutemberg
Operação Carne Fraca
A
denúncia partiu do fiscal Daniel Gouvêa Teixeira que é Médico
Veterinário, ele foi designado para ser chefe substituto do Serviço
de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) isso no ano de
2012, no estado do Paraná. Quando
assumiu o cargo passou
a ter
conhecimento de que
estavam sendo feitas remoções de fiscais sem atender aos critérios
internos para isso, e sem que os removidos fossem consultados a
respeito de suas remoções.
Essas
remoções estavam ocorrendo para atender aos interesses das empresas
fiscalizadas, com o intuito de por fiscais que fizessem vista grossa
no momento da fiscalização, ou seja, que não fiscalizassem com o
mesmo rigor (que seria o certo a ser feito), colocando então novos
fiscais que já estavam cientes do esquema de “fiscalização”
Vendo
que isso estava ocorrendo de forma arbitrária Daniel ofereceu
denúncia ao Sindicato dos Fiscais Agropecuários contra a então
chefe do SIPOA Maria do Rocio Nascimento com caracterização de
assédio moral. Após ter realizado a denúncia o mesmo foi exonerado
do cargo de chefe substituto e foi transferido e voltou a exercer
suas funções de fiscal só que em um local distante ao que se
encontrava.
Voltando
as suas atividades de fiscal ele começou a realizar as fiscalizações
em abatedouros de suínos de porte pequeno, e começou a verificar e
receber denúncias dos próprios administradores de abatedouros,
várias irregularidades como aproveitamento de animais mortos para
produção de outros alimentos, o que não seria permitido, e
pagamento de valores para que os fiscais liberassem certificados e
outros papéis necessários para funcionamento.
Os administradores de alguns abatedouros se queixaram de ter que pagar
como se fosse uma "ajuda de custo" que era cobrada pelos
próprios fiscais para que pudessem emitir os certificados, essa
"ajuda de custo" já tinha até valor estipulado pelo MAPA
no valor de R$ 1.600,00. Inclusive foi apresentado pelos
administradores da empresa Primos Agroindustrial um comprovante de
depósito feito ao fiscal Celso Camargo no valor citado acima.
E
não parou por ai continuou recebendo diversas denúncias de
diferentes empresas a respeito de cobrança de propina e não
cumprimento das normas sanitárias, como alteração de produtos,
(como exemplo colocar carne de frango na salsicha e ser vendida como
salsicha composto por carne de peru).
Diante
essas denúncias, passou a ver que isso ocorria em maior escala e
envolvia muitas pessoas do "grande escalão" sendo muito
maior do que parecia no inicio. Começou a receber denúncias também
de que empresas que seguiam as normas exigidas, enfrentavam
dificuldades para receber seus certificados sanitários, mesmo
atendendo as normas, os fiscais exigiam o pagamento da "ajuda de
custo" mesmo sendo sua obrigação entregar a empresa o
certificado uma vez que atendiam as normas estipuladas.
As
principais irregularidades encontradas foram a utilização de
compostos diferentes do informado na venda como a venda de salsicha
feita a base de carne de peru, sendo que a composição era de carne
de frango e não de carne de peru como informado. Utilização de
carne estragada para fabricação das salsichas e linguiças, o mau
cheiro e a aparência da carne estragada era disfarçada com a
utilização de ácido ascórbico. Além disso foram encontradas
carnes sem rótulo, carnes que não passavam pelo processo de
refrigeração, e como dito no inicio do texto a falsificação de
notas e certificados que não deveriam ser emitidos.
A
respeito da divulgação da operação carne fraca, podemos notar que
em partes a forma com que a mesma foi conduzida se tornou inadequada
pois deveria se tratar de uma investigação de cunho restrito afim
de punir somente as empresas irregulares e advertir as demais
empresas da cadeia, porém o que se viu foi um escândalo promovido
pela mídia que impactou diretamente nas negociações nacionais e
internacionais do setor.
O
setor agropecuário representou segundo cepea(
Centro
de Estudos Avançados em Economia Aplicada –
Esalq)
algo em torno de 20% do PIB nacional (2010-2015). Levando em
consideração a situação da crise, o setor do agronegócio foi o
que sustentou a balança comercial.
A
cadeia da carne de forma geral precisa se fortalecer como qualquer
outra, porém já havia conquistado uma certa credibilidade. Da forma
que a operação foi divulgada, o prejuízo atingiu a cadeia em
geral, mesmo aqueles que agiam de forma adequada com os parâmetros
legais. A partir de então o que se tem é um trabalho da
reconstrução da credibilidade, trabalho este que poderia ser
evitado.
Podemos
dizer que a investigação teve dois lados o positivo e o negativo
sendo que como negativo tivemos a queda nas exportações que
interfere diretamente no setor agropecuário que como sabemos é o
principal responsável por boa parte do PIB do país.
O
Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou um
dado bastante alarmante no que diz respeito à queda da exportação
da carne bovina brasileira. A queda chegou a 19%, o que representa em
torno de 10 milhões de dólares por dia de redução nas exportações
(Março, 2017).
Porém
como ponto positivo, podemos destacar que após a denúncia teremos
maior rigor nas fiscalizações, mantendo assim a segurança
alimentar dos produtos oferecidos ao consumidor.
Blairo
maggi, ministro da agricultura, no dia (28) março 2017 alterou o
regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária para todos e
quaisquer produtos de origem animal (RIISPOA). O novo decreto
aumentou os valores das multas, de R$15 mil para R$500 mil para
aqueles estabelecimentos que estejam irregulares. O RIISPOA abrange a
fiscalização de
carnes (bovina, suína e de aves), ovos, pescados, leite e mel.
“Dessa maneira fica mais clara, de forma que as pessoas possam
entender o que está escrito”, disse Maggi”.
Além
do aumento do valor das multas, foram feitas modificações na forma
de interpretar as penalidades. Elas irã ser classificadas como leve,
moderada, grave e gravíssima. Caso seja aplicada penalidade grave ou
gravíssima, o estabelecimento pode ser interditado podendo ser
casado o registro de funcionalidade. De acordo com ministro, é dado
o impedimento de atuação da empresa no mercado.
Segundo
Maggi, quando a empresa comete três penalidades, corresponde a perda
do SIF(Serviço de Inspeção Federal), que em outras palavras seria
a perda da atuação econômica da empresa. Tal fato serve como uma
alerta a todos outros empresários, fazendo com que todos tenham uma
visão e pensamentos diferentes.
Além
disso o novo regulamento da inspeção industrial e sanitária de
produtos de origem animal estabelecem que a cada dez anos os
estabelecimentos registrados junto ao Ministério da Agricultura
terão que renovar seu registro junto ao SIF.
É
fato que a operação Carne Fraca pegou todos os consumidores de
surpresa, uma vez que acreditávamos na seriedade do trabalho feito
pelas empresas alimentícias e pelos fiscais que tem o dever de
manter padrões mínimos nos produtos para atender de forma
satisfatória os consumidores.
Mas
como foi possível perceber estamos aquem desses padrões e não
estamos tendo nossos direitos como consumidores respeitados,
acreditamos que a operação nos fez olhar para as empresas e para o
trabalho desenvolvido pelo funcionalismo público principalmente os
do setores de fiscalização com um olhar diferente.
Como
diz o dito popular “A males que vem para o bem”, quem sabe agora
poderemos consumir tais produtos sem medo.
Equipe ECBC
Equipe ECBC
Informativo - Operação Leite Compensado
O Ministério Público do Rio Grande do Sul, em 08 de maio de 2013, descobriu um sistema de adulteração em leite com o fim de gerar uma porcentagem de lucro a mais aos produtores em três regiões do estado. Esta investigação foi desencadeada no momento em que o Ministério da Agricultura realizou uma amostragem para a análise da qualidade do leite de um ponto de resfriamento, que é a etapa seguinte ao produtor. Nesta análise foram detectadas adulterações no leite com água e outras substâncias. Daí pra frente, foram instauradas sucessivas investigações dando origem as fases da Operação, que atualmente se encontra na 12° etapa.
Na primeira frase da Operação, foi detectada no leite que o produtor transporta aos pontos de resfriamento, a adição de água de poço sem tratamento e uréia. Na ureia presente no produto havia formol, substância esta que pode causar câncer as pessoas que ingerirem este leite e seus derivados. Diversas marcas se mostraram irregulares se destacando as seguintes: Italac Integral, Italac Semidesnatado, Líder UHT Integral, Mumu UHT Integral, Latvida UHT Desnatado. Nesta etapa, a investigação ocorreu nos municipios de Ibirubá, Horizontina e Guaporé, tendo 19 mandados entre busca e apreensão, inclusive de pessoas da mesma família. O número de presos chegou a 8 pessoas, entre as quais está o responsável pelo transporte e adulteração, João Cristiano Marx.
Posterior a primeira fase, já em meados do mês de maio de 2012, o Ministério público desmontou mais dois grupos que estavam fazendo a adulteração no leite do Rio Grande do Sul. A operação ocorreu nos munícipios de Três de Maio e Rondinha. Assim como feito anteriormente, produtores acrescentavam água não tratada e ureia contendo formol ao leite, a fim de aumentar o seu rendimento. Nesta etapa, foi comprovada a adulteração de 120 mil litros de leite somente nos dois núcleos investigados. Chegou a cinco o número de presos, sendo eles: Adelar Roque Signor e Antenor Pedro Signor (empresários), Odirlei Fogalli (motorista da empresa), do município de Horizontina Lauri Larri Jappe (vereador do PDT), e Daniel Fieti Villanova, que ainda é parte da primeira etapa da operação.
Em novembro de 2013 foi desencadeada a terceira fase da Operação. Nesta, foi detectada a adição de água oxigenada, soda cáustica e bicarbonato de sódio em leite que supostamente era destinado a produção de queijos. No município de Três de Maio foi investigada uma família produtora, esta foi acusada de adicionar as substâncias acima citadas a leite vencido. Airton Jacó Reidel e dois sobrinhos prestaram depoimento e negaram as acusações, assim como sua esposa, em depoimento prestado duas semanas antes.
A quarta fase da Operação ocorreu em março 2014, e usou as amostras de leite coletadas no início da mesma que haviam sido caracterizados pela presença de formol. A empresa LBR foi notificada e deveria se manifestar em até 10 dias, para esclarecimento do envio deste leite para os estados do Paraná e São Paulo. Na cidade de Condor, foi interrogado e preso o dono de um posto de resfriamento, além de mais seis transportadores.
Na Operação Leite Compensado 5, foram flagrados em dez cidades do Vale do Taquari e do Vale do Sinos, onde os proprietários das indústrias Pavlat, em Paverama, e Hollmann, em Imigrante, além de um funcionário desta última, foram presos por adulteração de leite. Foram comprovados amostras de leite azedo e adição de água. As notas fiscais apreendidas confirmam também que foram comprados pelos suspeitos produtos como: soda cáustica, água oxigenada, bicarbonato de sódio, citrato, entre outros.Também foi feita investigação sobre as substâncias que foram colocadas no leite. Este caso levou a prisões de proprietários das empresas. No entanto foi realmente comprovado fraude no leite adulterado.
A Operação Leite Compensado 6, comenta que o Ministério Público prendeu em uma rodovia do Noroeste o quarto suspeito de adulterar o produto na região. O transportador Cleomar Canal, um dos sócios da Transportes Três C, de Ibirubá, foi conduzido para a delegacia de São Martinho. Ele já foi denunciado pela mesma prática na primeira fase da Operação Leite Compensado, em maio de 2013, e responde processo na Justiça. Há outros casos suspeitos com outros envolvidos no processo de adulteração do leite, o Ministério público está atrás dos suspeitos e está realizando prisões.
Nesta etapa da operação do leite compensado, foi descoberta a adição de água e sal no produto distribuído na Região Norte do Rio Grande do Sul para aumentar o volume de leite e obter mais lucro no rendimento do leite. Várias são as pessoas envolvidas no processo de adulteração do leite, desde produtores de leite até funcionários de laboratório. O Ministério Público está realizando as investigações e prisões e o nome das empresas envolvidadas não foram divulgadas.
No leite compensando 8, o Ministério Público deflagrou no Norte do Rio Grande do Sul, a oitava edição da operação Leite Compensado, que compreende uma sequência da última etapa realizada na região há cinco meses. Nesta etapa foram detectadas sinais de adulteração, como produtos químicos para esconder que havia leite azedo, com alta acidez.
Segundo o promotor Mauro Rockenbach, uma transportadora que trabalhava para cooperativa de Gaurama, investigada na sétima edição, passou a atuar para outra de Campinas do Sul. A Cooperativa de Pequenos Agropecuários da cidade (Coopasul), que teve hoje o posto de resfriamento interditado, aceitava leite vencido ou com outros tipos de produtos da Transportadora Odair Ltda. Eles estavam aceitando o leite após o prazo normal de aceitação do leite.
A empresa responsável que aceitava leite azedo e adicionava água, bicarbonato de sódio e soda cáustica para corrigir a irregularidade foi a Coopasul. Dos 1,4 milhões de litros de leite produzidos por mês pela empresa, 600 mil eram oriundos da Transportadora Odair.
O promotor Alcindo Bastos diz que o montante foi encaminhado para as indústrias Piracanjuba, unidades em Santa Catarina, Tangará Foods, em Estrela, Lactalis, em Fazenda Vila Nova, Cotal, em Taquara, Tambinho, em Erechim e Frizzo, em Planalto. O Ministério da Agricultura, agora irá, averiguar se essas indústrias aceitaram ou rejeitaram o leite com suspeita de adulteração.
A nona etapa tem por conhecimento, a investigação de propriedade no Rio Grande do Sul, que estaria comercializando leite azedo e ou adulturando-o. Dentre os problemas citados na pesquisa feita, as adulterações encontradas foram:
Coletar leite com mais de 4 dias na propriedade, sendo q o ideal seria ate 2 dias;
Adicionar bicarbonato de sódio em análise físico-químico;
Aumentar o volume de leite recolhido com água;
Também foi investigado proprietário da transportadora de caminhões que levavam esses leites aos laticínios, porém foi negado ter qualquer relação com essas adulterações encontradas.
Houve algumas reclamações de consumidores que as embalagem estariam ''estufando'', sendo que ainda tinha 4 meses de validade. Isso tem haver com o teor de acidez dentro do mesmo.
Foi preso nesta operação o proprietário da transportadora, e três funcionários que faziam o transporte. Esses empregados teriam confessado que o patrão pediam que colocassem os produtos ao leite.
O leite vencido, era industrializado após a adição de água. Isso no laticínio Venâncio Aires. Já os produtos que não eram possível realizar a fraude por estar muito deteriorado, era repassado para a fabricação de queijos.De acordo com o cumprimento de nove mandados judiciais de busca e apreensão em Venâncio Aires, Lajeado, Montenegro, Carlos Barbosa e Mato Leitão. Foram envolvidos 80 agentes, três promotores, bem como responsáveis das Secretarias Estaduais da Agricultura e Saúde, Ministério da Agricultura, Receita Estadual, Fepam, Polícia Civil e Brigada Militar. O promotor Mauro Rochemback diz que leite estragado era levado para a Lactibom, em Venâncio Aires, e depois era adulterado. Foi confirmado em 15 laudos, a adição de água no leite. Em um deles, havia 32% a mais de água. A distribuição era feita pela DRW e por isso os envolvidos serão responsabilizados: Luciano André Petry (Lactibom) e Debora Reckziegel Weschenfelder (DRW). O promotor Alcindo Bastos estabeleceu, através de ordem judicial, a remoção do leite das prateleiras. Encontraram caixas de leite com ausencia de lotes e datas de validades nas unidades. Encontrando apenas em caixa fechada com as doze unidades. Foi citado também que uma empresa que fornecia produtos para a adulteração também será indiciada.A empresa DRW, encaminhava o leite à queijaria Latte Bios, que situava em Lajeado. Nesses queijos produzidos encontraram unidades fora do padrão, sem utilizar rótulos e ou embalagens. Aprendeu-se em cerca de 700 quilos de queijo que eram transportados por Carlos Roberto Kieling, de Montenegro até um depósito em Carlos Barbosa. A empresa Lactibom teve uma licitação, q na qual, forneceria leite para presídios. Dentre eles: Santa Cruz, Venâncio Aires, Rio Pardo, Lajeado,Cachoeira do sul e encantado. Onde, todo o leite que por eles foram fornecidos, retinha algum tipo de desturpação.
Na 11ª etapa, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em São Pedro da Serra, no Vale do Caí, em Estrela, no Vale do Taquari, em Caxias do Sul, na Serra, e em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. O objetivo foi combater adulteração dos produtos por meio de água e amido de milho, para aumentar o volume do leite, e por meio de água oxigenada e ácido sórbico, para, respectivamente, tentar conter bactérias e fungos.
Na 12ª etapa da Operação Leite Compensado, quatro pessoas foram presas e uma está foragida. Um dos principais alvos foi o Laticínios Rancho Belo Ltda, no Vale do Taquari, ela fabrica e envaza leite para a rede de supermercados Dia. A empresa decidiu retirar proativamente todos os lotes do produto de suas lojas e bloqueou a saída do centro de distribuição. Além disso, todos os clientes que compraram o Leite integral UHT DIA (sachê 1 litro) em uma das lojas da rede, podem devolvê-los e ser reembolsados do dinheiro”.
Como foi a divulgação das operações?
O ministério público do RS identificou fraudes do leite em algumas amostras, levando ao início das investigações. Uma vez identificado a prática criminosa, planejou-se esta operação. A operação foi dividida e sistematizada em 12etapas, e a divulgação foi praticamente inexistente, limitando-se a alguns sites da internet. As informações prestadas pelo ministério público foram manipulados pela mídia, além disso, suspeita-se que o governo está coibindo a divulgação desta operação devido a outros problemas vigentes.
Quais foram as consequências positivas e negativas da operação?
A operação coloca as empresas em alerta, reduzindo o uso de aditivos fraudulentos para adulteração do leite. Isto implica que prática de fraude será reprimida. Entretanto, se os órgãos fiscalizadores não continuarem a fazer um bom trabalho, as fraudes continuaram, piorando devido a adaptações criminosas.
Uma vantagem desta operação é a apreensão de criminosos, isto inibe em parte, a execução de práticas de fraude do leite. Por outro lado, a divulgação manipulada, está impedindo que a população tenha acesso a estes acontecimentos.
Leite Compensado 1
Na primeira frase da Operação, foi detectada no leite que o produtor transporta aos pontos de resfriamento, a adição de água de poço sem tratamento e uréia. Na ureia presente no produto havia formol, substância esta que pode causar câncer as pessoas que ingerirem este leite e seus derivados. Diversas marcas se mostraram irregulares se destacando as seguintes: Italac Integral, Italac Semidesnatado, Líder UHT Integral, Mumu UHT Integral, Latvida UHT Desnatado. Nesta etapa, a investigação ocorreu nos municipios de Ibirubá, Horizontina e Guaporé, tendo 19 mandados entre busca e apreensão, inclusive de pessoas da mesma família. O número de presos chegou a 8 pessoas, entre as quais está o responsável pelo transporte e adulteração, João Cristiano Marx.
Leite Compensado 2
Posterior a primeira fase, já em meados do mês de maio de 2012, o Ministério público desmontou mais dois grupos que estavam fazendo a adulteração no leite do Rio Grande do Sul. A operação ocorreu nos munícipios de Três de Maio e Rondinha. Assim como feito anteriormente, produtores acrescentavam água não tratada e ureia contendo formol ao leite, a fim de aumentar o seu rendimento. Nesta etapa, foi comprovada a adulteração de 120 mil litros de leite somente nos dois núcleos investigados. Chegou a cinco o número de presos, sendo eles: Adelar Roque Signor e Antenor Pedro Signor (empresários), Odirlei Fogalli (motorista da empresa), do município de Horizontina Lauri Larri Jappe (vereador do PDT), e Daniel Fieti Villanova, que ainda é parte da primeira etapa da operação.
Leite Compensado 3
Em novembro de 2013 foi desencadeada a terceira fase da Operação. Nesta, foi detectada a adição de água oxigenada, soda cáustica e bicarbonato de sódio em leite que supostamente era destinado a produção de queijos. No município de Três de Maio foi investigada uma família produtora, esta foi acusada de adicionar as substâncias acima citadas a leite vencido. Airton Jacó Reidel e dois sobrinhos prestaram depoimento e negaram as acusações, assim como sua esposa, em depoimento prestado duas semanas antes.
Leite Compensado 4
A quarta fase da Operação ocorreu em março 2014, e usou as amostras de leite coletadas no início da mesma que haviam sido caracterizados pela presença de formol. A empresa LBR foi notificada e deveria se manifestar em até 10 dias, para esclarecimento do envio deste leite para os estados do Paraná e São Paulo. Na cidade de Condor, foi interrogado e preso o dono de um posto de resfriamento, além de mais seis transportadores.
Leite Compensado 5
Na Operação Leite Compensado 5, foram flagrados em dez cidades do Vale do Taquari e do Vale do Sinos, onde os proprietários das indústrias Pavlat, em Paverama, e Hollmann, em Imigrante, além de um funcionário desta última, foram presos por adulteração de leite. Foram comprovados amostras de leite azedo e adição de água. As notas fiscais apreendidas confirmam também que foram comprados pelos suspeitos produtos como: soda cáustica, água oxigenada, bicarbonato de sódio, citrato, entre outros.Também foi feita investigação sobre as substâncias que foram colocadas no leite. Este caso levou a prisões de proprietários das empresas. No entanto foi realmente comprovado fraude no leite adulterado.
Leite Compensado 6
A Operação Leite Compensado 6, comenta que o Ministério Público prendeu em uma rodovia do Noroeste o quarto suspeito de adulterar o produto na região. O transportador Cleomar Canal, um dos sócios da Transportes Três C, de Ibirubá, foi conduzido para a delegacia de São Martinho. Ele já foi denunciado pela mesma prática na primeira fase da Operação Leite Compensado, em maio de 2013, e responde processo na Justiça. Há outros casos suspeitos com outros envolvidos no processo de adulteração do leite, o Ministério público está atrás dos suspeitos e está realizando prisões.
Leite Compensado 7
Nesta etapa da operação do leite compensado, foi descoberta a adição de água e sal no produto distribuído na Região Norte do Rio Grande do Sul para aumentar o volume de leite e obter mais lucro no rendimento do leite. Várias são as pessoas envolvidas no processo de adulteração do leite, desde produtores de leite até funcionários de laboratório. O Ministério Público está realizando as investigações e prisões e o nome das empresas envolvidadas não foram divulgadas.
Leite Compensado 8
No leite compensando 8, o Ministério Público deflagrou no Norte do Rio Grande do Sul, a oitava edição da operação Leite Compensado, que compreende uma sequência da última etapa realizada na região há cinco meses. Nesta etapa foram detectadas sinais de adulteração, como produtos químicos para esconder que havia leite azedo, com alta acidez.
Segundo o promotor Mauro Rockenbach, uma transportadora que trabalhava para cooperativa de Gaurama, investigada na sétima edição, passou a atuar para outra de Campinas do Sul. A Cooperativa de Pequenos Agropecuários da cidade (Coopasul), que teve hoje o posto de resfriamento interditado, aceitava leite vencido ou com outros tipos de produtos da Transportadora Odair Ltda. Eles estavam aceitando o leite após o prazo normal de aceitação do leite.
A empresa responsável que aceitava leite azedo e adicionava água, bicarbonato de sódio e soda cáustica para corrigir a irregularidade foi a Coopasul. Dos 1,4 milhões de litros de leite produzidos por mês pela empresa, 600 mil eram oriundos da Transportadora Odair.
O promotor Alcindo Bastos diz que o montante foi encaminhado para as indústrias Piracanjuba, unidades em Santa Catarina, Tangará Foods, em Estrela, Lactalis, em Fazenda Vila Nova, Cotal, em Taquara, Tambinho, em Erechim e Frizzo, em Planalto. O Ministério da Agricultura, agora irá, averiguar se essas indústrias aceitaram ou rejeitaram o leite com suspeita de adulteração.
Leite Compensado 9
A nona etapa tem por conhecimento, a investigação de propriedade no Rio Grande do Sul, que estaria comercializando leite azedo e ou adulturando-o. Dentre os problemas citados na pesquisa feita, as adulterações encontradas foram:
Coletar leite com mais de 4 dias na propriedade, sendo q o ideal seria ate 2 dias;
Adicionar bicarbonato de sódio em análise físico-químico;
Aumentar o volume de leite recolhido com água;
Também foi investigado proprietário da transportadora de caminhões que levavam esses leites aos laticínios, porém foi negado ter qualquer relação com essas adulterações encontradas.
Houve algumas reclamações de consumidores que as embalagem estariam ''estufando'', sendo que ainda tinha 4 meses de validade. Isso tem haver com o teor de acidez dentro do mesmo.
Foi preso nesta operação o proprietário da transportadora, e três funcionários que faziam o transporte. Esses empregados teriam confessado que o patrão pediam que colocassem os produtos ao leite.
Leite Compensado 10
O leite vencido, era industrializado após a adição de água. Isso no laticínio Venâncio Aires. Já os produtos que não eram possível realizar a fraude por estar muito deteriorado, era repassado para a fabricação de queijos.De acordo com o cumprimento de nove mandados judiciais de busca e apreensão em Venâncio Aires, Lajeado, Montenegro, Carlos Barbosa e Mato Leitão. Foram envolvidos 80 agentes, três promotores, bem como responsáveis das Secretarias Estaduais da Agricultura e Saúde, Ministério da Agricultura, Receita Estadual, Fepam, Polícia Civil e Brigada Militar. O promotor Mauro Rochemback diz que leite estragado era levado para a Lactibom, em Venâncio Aires, e depois era adulterado. Foi confirmado em 15 laudos, a adição de água no leite. Em um deles, havia 32% a mais de água. A distribuição era feita pela DRW e por isso os envolvidos serão responsabilizados: Luciano André Petry (Lactibom) e Debora Reckziegel Weschenfelder (DRW). O promotor Alcindo Bastos estabeleceu, através de ordem judicial, a remoção do leite das prateleiras. Encontraram caixas de leite com ausencia de lotes e datas de validades nas unidades. Encontrando apenas em caixa fechada com as doze unidades. Foi citado também que uma empresa que fornecia produtos para a adulteração também será indiciada.A empresa DRW, encaminhava o leite à queijaria Latte Bios, que situava em Lajeado. Nesses queijos produzidos encontraram unidades fora do padrão, sem utilizar rótulos e ou embalagens. Aprendeu-se em cerca de 700 quilos de queijo que eram transportados por Carlos Roberto Kieling, de Montenegro até um depósito em Carlos Barbosa. A empresa Lactibom teve uma licitação, q na qual, forneceria leite para presídios. Dentre eles: Santa Cruz, Venâncio Aires, Rio Pardo, Lajeado,Cachoeira do sul e encantado. Onde, todo o leite que por eles foram fornecidos, retinha algum tipo de desturpação.
Leite Compensado 11
Leite Compensado 12
Como foi a divulgação das operações?
O ministério público do RS identificou fraudes do leite em algumas amostras, levando ao início das investigações. Uma vez identificado a prática criminosa, planejou-se esta operação. A operação foi dividida e sistematizada em 12etapas, e a divulgação foi praticamente inexistente, limitando-se a alguns sites da internet. As informações prestadas pelo ministério público foram manipulados pela mídia, além disso, suspeita-se que o governo está coibindo a divulgação desta operação devido a outros problemas vigentes.
Quais foram as consequências positivas e negativas da operação?
A operação coloca as empresas em alerta, reduzindo o uso de aditivos fraudulentos para adulteração do leite. Isto implica que prática de fraude será reprimida. Entretanto, se os órgãos fiscalizadores não continuarem a fazer um bom trabalho, as fraudes continuaram, piorando devido a adaptações criminosas.
Uma vantagem desta operação é a apreensão de criminosos, isto inibe em parte, a execução de práticas de fraude do leite. Por outro lado, a divulgação manipulada, está impedindo que a população tenha acesso a estes acontecimentos.
Operação Leite compensado. Site Canal Rural, Site G1
Equipe: “Tamô chegando”
Flávia de Oliveira Borges Costa Neves
Kamila de Sousa Martins
Leopoldo Faria Santana
Rodrigo Cassiano Rosalino
Flávia de Oliveira Borges Costa Neves
Kamila de Sousa Martins
Leopoldo Faria Santana
Rodrigo Cassiano Rosalino
Operação "Carne Fraca"
Um
dos motivos que levaram a Polícia Federal a investigar possíveis
irregularidades nos abatedouros de carne no estado do Paraná foram
as denúncias feitas pelo Fiscal Federal agropecuário Daniel Gouvêia
Teixeira, onde ele relata de possíveis remoções de funcionários
sem os seus respectivos consentimentos. Segundo Daniel isso se daria
devido o interesse de evitar fiscalizações das atividades, fraudes
e falsificações dentro da cadeia produtiva facilitando possíveis
práticas de crime.
Outros
motivos também que levaram a PF investigarem os abatedouros
(frigoríficos) foram possíveis pagamentos de propinas à agentes
federais, aproveitamento de animais mortos, uso de carnes estragadas,
uso de produtos indevidos, comercialização de certificados
sanitários, dentre outros, etc e suspeitas de esquema de corrupção
entre frigoríficos e chefias do serviço do MAPA.
Daniel
também relatou de depósitos bancários realizados em contas de
agentes de inspeção, onde o mesmo cita de que esses depósitos
seriam uma “ajuda de custo”. Ele relata também de bens
supostamente relacionados a atos de corrupção como (apartamentos,
terrenos, carros, pontos comerciais em shoppings, franquias de
empresas no ramo da alimentação, etc).
Foi
tomando como base no depoimento do agente que a Polícia Federal
decidiu iniciar a operação CARNE FRACA nos abatedouros do estado do
Paraná.
Várias
irregularidades foram encontradas na operação sendo a principal a
má conduta de servidores do serviço de inspeção nas empresas de
processamento de produtos de origem animal. Esses servidores
utilizavam de seu cargo indevidamente para favorecer empresas,
ocultar más condutas no processamento, exigir propina e coagir
colegas que se opusessem ao ato de corrupção. Essas ações foram
identificadas pela polícia e atos de coação foram relatados por
servidores que foram exonerados de suas funções e transferidos de
cidade, ato identificado como abuso de poder e má conduta dos
profissionais.
Além
da usurpada conduta ética dos funcionários da inspeção e das
empresas envolvidas, foi relatado a existência de diversas
irregularidades nas empresas, como a utilização de quantidades de
carne muito menor do que quantidade necessária na produção de
produtos, sendo utilizadas outras substâncias para complementar o
produto. Foi relatada a utilização de carnes estragadas para compor
a produção de salsichas e linguiças, e para “maquiar” as
carnes estragadas a substância ácido ascórbico (Vitamina C) foi
utilizada. Erroneamente, devido a falta de conhecimento técnico dos
investigadores, foi classificado pela polícia federal como
cancerígena a substância ácido ascórbico.
Também
teria ocorrido o fornecimento de produtos fora das normas acordadas
em contratos resultando na suspensão do contrato e da entrega de
material para composição da merenda escolar e no processo
administrativo MAPA 21034.003214/2014-24. A salsicha fornecido pela
empresa continha carne de frango quando deveria ser composta por
carne de peru, causa na qual originou o processo.
Da
forma que foi realizado a divulgação da Operação pela Polícia
Federal, houve
críticas
pelo presidente da ADPF (Associação dos Delegados de Polícia
Federal) na qual foi apontada falha na comunicação.
Segundo
o presidente, a forma que a Polícia Federal divulgou a operação
dizendo que foi a maior operação da história e que gerou uma
interpretação equivocada e uma generalização que tornou um
problema contínuo em todo o setor interno e externo, resultando na
suspensão da exportação para União Europeia e outros 14 países.
No
qual o que acontecia de verdade, era um esquema envolvendo desde
empresários do setor do agronegócio e os fiscais agropecuários que
teriam como obrigação de fiscalizar e barrar o que estava ocorrendo
de errado, então eles, os fiscais facilitavam a emissão de
certificados sanitários que era apenas para alimentos que estavam
aptos para o consumo mas, na verdade eles burlavam esse sistema e
liberava todos os produtos mesmo os que eram considerados inadequados
para o consumo.
Agora,
o governo com muito esforço e realizando procedimentos de
fiscalização e análise
da
carne acompanhado
de
autoridades de outros países que vieram para poder acompanhar toda a
ação de perto e mostrar que não
tem nada em “nossa
carne e provar o contrário”
como disse o presidente Michel Temer que a carne brasileira é a
“melhor
do mundo”.
A
Operação Carne Fraca deve tanto consequências positivas quanto
negativas. A começar pelas negativas, tem-se:
-
O estremecimento na imagem e notabilidade do setor do agronegócio, em destaque as áreas que criam as proteínas animais no qual o Brasil se destaca como produtor e exportador, considerado um dos mais importantes do mundo;
-
Houve imediatas reduções e moderações às exportações abrangendo suspensão temporária em países consumidores de carne produzida no Brasil, alguns países que suspenderam como China, México e Hong Kong;
-
Exoneração de trabalhadores desse setor, principalmente os fiscais que denunciaram o esquema;
-
Houve também, a redução do consumo interno de carnes no Brasil, as pessoas ficaram preocupadas com as condições em que as carnes estavam sendo produzidas e se haviam chances de afetar a saúde dos brasileiros com o consumo dessas carnes taxadas como adulteradas, bem como saber qual é a qualidade dos produtos consumidos;
-
Suspensão temporária de produtos cárneos, como salsicha e linguiça em escolas que fornecem merendas para seus alunos, pois os diretores responsáveis ficaram preocupados se as crianças poderiam desenvolver algum tipo de doença;
-
E ficou também a insegurança dos brasileiros e das populações estrangeiras sobre a insegurança que não saber o que estão comprando e comendo de alimentos, principalmente os produzidos no Brasil.
Com
relação as consequências positivas, destacaram-se:
-
Combate a corrupção, como sendo um dos maiores problemas existentes no Brasil e alerta de segurança a população brasileira, pois os mesmos pagam caro pelos impostos e necessitam ser melhores informados sobre os acontecimentos envolvendo o Brasil;
-
Desligamento dos maus profissionais que foi comprovado que os mesmos recebiam propina para adulterarem o cenário que está sendo investigado para acobertarem as irregularidades na certificação, em troca ganhariam salários e propinas cada vez maiores;
-
Como crítica positiva é importante ressaltar a valorização da fiscalização em todos os setores de atividades existentes no Brasil, não somente no setor agropecuário mas, também no setor da saúde, da educação, da economia e entre outros, com a incorporação da garantia de qualidade e segurança de todos os envolvidos e boas práticas de produção;
-
Advertir as empresas quanto a necessidade de aperfeiçoamento dos procedimentos, principalmente aqueles que de uma forma ou de outra podem afetar a saúde dos consumidores e mostrar uma severa fiscalização e punição para essas empresas e/ou pessoas que acometem esses erros considerados inadmissíveis para toda a população, não só brasileira mas, também mundial.
A
aprovação do novo RIISPOA tem como base a fiscalização do ponto
de vista industrial e sanitário de inspeção dos animais desde o
recebimento dos animais nos frigoríficos brasileiros até o consumo
dos mesmos pela população e também a alimentação destinada aos
animais. As alterações feitas é que os estabelecimentos só podem
expor à venda ou distribuir os produtos produzidos desde de que os
mesmos não apresentem risco à saúde pública, não tenham sido
alterados, adulterados ou fraudados, possuir segurança e
rastreabilidade em todas as fases de produção. O
resultado dessa aprovação são
mudanças introduzidas na legislação
e na elevação
de penalidades, como o aumento da multa, perda dos Serviço de
Inspeção Federal (SIF). Essas novas
normas têm
como objetivo de garantir a segurança alimentar e também
combater
a fraude. Além
de também
obrigar
a renovação de rótulos
dos produtos de origem animal a cada 10 anos, e conta com 7 tipos de
carimbos diferentes do SIF.
EQUIPE
SUPER AÇÃO
Fabrício de Freitas de Oliveira
Igor Gabriel de Paulo
Roberto Ribeiro Filho
Walleska Silva Torsian
Assinar:
Postagens (Atom)
